quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ideias preliminares sobre a nova lei das rendas

aqui exprimi (e também noutros blogues) as minhas ideias sobre o mercado de arrendamento. É por isso com naturalidade que eu declaro que estou preocupado com a aplicação da nova lei prevista e as suas consequências sociais. De qualquer maneira, é totalmente distinto alguém aplaudir a nova lei por acreditar que esta trará rendas mais baratas para os jovens que queiram arrendar casa (uma questão de grande importância), como faz o Daniel Oliveira, de defender assanhada e militantemente o interesse dos senhorios, tornando-os uma nova "causa", como faz a Fernanda Câncio (sendo subscrita nessa defesa assanhada e militante, pelos vistos, pelo Ricardo Alves). Depois desta lei, que tão bem serve os interesses dos senhorios (que, desde que discuto este tema com a Fernanda, noto que são a principal preocupação dela) e da que se anuncia sobre a proibição total de fumar em espaços fechados, receio mesmo que a Fernanda, outrora vista como uma apoiante incondicional do governo de José Sócrates, se torne afinal numa apoiante... deste governo. Mas adiante. O que quero deixar claro é que quem acha que, para baixar as rendas para os jovens, é inevitável uma lei destas que defenda os senhorios, também deve achar que são inevitáveis o FMI e a troika. Quem acha que os interesses dos novos inquilinos são os mesmos interesses dos senhorios também só pode, na linha de Soares dos Santos e outros, achar que os interesses dos empresários são os interesses dos trabalhadores, e devem ser os patrões (e não os sindicatos) a falar por eles, como recentemente fez o grupo Jerónimo Martins. Voltarei a este assunto.