terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Software Livre no Estado, um debate que tem de ser feito

O PCP estima uma poupança logo no primeiro ano de 50 milhões de euros, e o PSD (quando estava na oposição) de 40 milhões. Quando o Ministério da Saúde tem uma dívida pendente 7 milhões por software inútil, quando a Rússia planeia mudar toda a administração pública para software livre, quando há inúmeros casos bem sucedidos por esse mundo fora, há que perguntar porque é que o Estado português continua a pagar centenas de milhões de euros em licenças inutilmente à Microsoft.
Sejamos claros, 99% dos computadores na administração pública nada fazem para lá de tratamento de texto, folhas de cálculo e internet. Por estes há que pagar licença para o Office e licença para o Windows, o que implica valores altíssimos como todos sabemos. Faz sentido isto continuar, quando há software equivalente totalmente gratuito*?

*Falo apenas das licenças, os encargos com gestão, formação, etc. são equivalentes.

12 comentários :

Miguel Madeira disse...

Não sei se, para as folhas de cálculo, haja software livre totalmente equivalente - o Open Office Calc é uma porcaria comparado com o Excel; talvez o Gnumeric (o gnumeric do Windows não tem tudo; não sei como funciona em Linux)

jagga nathan кешин disse...

o problema é a falta de capacidade dos utilizadores para utilizarem isso...como dix o Madeiro

Mim dá exemplo uma empresa de camionage com dívidas à segurança social optou há 3 anos por equipar os pentiun's que tinha com programas de cálculo livre descobriu que o pessoal demorava 3 vezes mais tempo a processar as entradas e o nº de erros era maior

o problema é que a máquina humana era e é conservadora

em 2001 ainda muita empresa usava o excell de 95 porque os outros fazem confusão

mim gosta não do windows 7
ou dos 3 novos navegadores que substituiram os antigos

virus e bloqueios são mais frequentes etc

numa empresa com 10 camiões que precise de fazer 50 ou 60 cargas de contentores por dia
(5 a 5,75 por camiõ)
é muita factura
desdobramento no caso de descargas múltiplas de um contentor e etc

Resumindo: para apressar as coisas preferem o Excell

nos serviços públicos com pouco movimento poderia funcionar

mais barato ainda seria simplificar metade das burocracias
como impressões de folhinhas para cada acto...etc em tripliquê

e muita coisa poderia utilizar as pilhas de máquinas de escrever eléctricas e mecânicas compradas nos anos 90 e deixadas a enferrujar...
ou vendidas a 8cêntimos o quilo para sucata

Miguel Carvalho disse...

Para a grande maioria dos cálculos o LibreOffice Calc (o Open Office foi de certo modo descontinuado há quase dois anos, e a comunidade open-source virou-se para o LibreOffice) é suficiente.
Pessoalmente nunca tive nenhum problema, mas não é o tipo de ferramenta que use diariamente.

Sabes-me apontar algum exemplo? Estou curioso.

jagga nathan кешин disse...

de resto com a data de empresas que vai falir com a greve da estiva

acho que o funcionalismo não dura muito nestes moldes de consumo
(podíamos voltar aos velhos tempos da máquina soviética que funcionava por cupões (poupa-se tanto papel...tenho umas saudades
(o papel higiénico que dão é mais sofrível)

jagga nathan кешин disse...

há muitos é só fazer uma pesquisa...

há até software especializado

é perguntar ó krippahl
mim vai retirar uns estilhaços às 16 h30 minuto ...bye

Miguel Madeira disse...

É quase impossível fazer macros no Open Calc; e enquanto no Excel se gravarmos uma macro ela fica gravada na mesma linguagem usadas nas macros escritas pelo utilizador, em Open não (o que quer dizer que em Open não dã para usar o truque de, quando queremos por uma coisa numa macro e não sabemos que comando usar, gravar uma macro fazendo essa operação manualmente e depois ir ler o código que foi escrito para saber como usar os comandos).

Miguel Carvalho disse...

Ok, as macros que fiz no LibreOffice foram sempre muito básicas, de modo que não tive problema

De qualquer, acho que o número de funcionários públicos que faz macros no Excel está dentro dos tais 1% que referi :)

jagga nathan кешин disse...

acho que o número de funcionários públicos que faz macros no Excel é relativamente baixo...excepção à classe dos profe's que são uns 100 mil no Básico e Secundário e uns 40 mil no politécnico e unibersitário

mais o pessoal que faz relatórios de contas ou outros boletins de estatística abariada como fluxos das albufeiras previsões da colheita de maçãs e de plantação de mão-de-vaca com papas de serrabulho nos ministérios vários e institutos (hidrográfico e empresas púbicas câmaras de lobos
uns 50 mil ou mais

dá 100 mil e tal em 800 mil?
aqui as águas publicam uns livrecos com tabelame todo macrado

logo há muita malta...relatórios de insusexo escolá sem uns macrozitus inté parece mal...

Maquiavel disse...

O Miguel Madeira deve ser um utilizador "pesado" que faz macros complicadas. Precisa do Excel, tudo bem. Para essas *excepçöes* pode-se comprar UMA-licença-UMA (que sempre dá para uns 3 a 5 computadores). Näo é necessário comprar licenças para todos os trabalhadores quando só 1% é que as usa. Também näo se compram Adobe Suites para todos, né?

Para os outros 99% o OpenOffice serve às mil maravilhas. Os *resultados* dessas macros podem ser exportados para OpenOffice sem problema.

jagga nathan кешин disse...

Maquiavel disse...ópá nã eras profe numa escola qualquer ou esse é outro

há linux e windows lado a lado...nº de utilizadores do linux

0,0005%? pois

tal como os sms e o uso da internet

criam-se hábitos de uso

os comportamentos obsecivus-dependentes geralmente perduram

logo windows e não...

João Branco (JORB) disse...

isto é discussão de 2002, ferozmente rejeitada pelas mesmas pessoas do actual governo. lede o que diz o Nuno Melo e o Gonçalo Capitão:


o Software Livre prejudica empresas e investigação


é para esquecer , portugal é burgo da ms

Song The Sangue disse...

em princípio uma pessoa poder-se-ia adaptar ao software livre ou voltar à máquina de escrever

mas os comportamentos adquiridos por anos de subjugação ao microsoft power fazem mossa

de resto já nos anos 80 a Salvador Caetano perdeu uma acção em Portugal por usar cópias do ms-dos sem as pagar...e foi obrigada pelos termos do acordo a instalar ms-dos em todos os computes 286 que tinha

mac e wang excluidos...
e foi uma acção que transitou em julgado apenas em escassos meses

incrível né...
logo quase 30 anos (20 e tal anos
depois tentar fazer o que nunca se fez?