quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O que é que eu posso fazer pelo meu país?



Esta entrevista de Alexandre Soares dos Santos é um festival de grandes lições de moralismo que se resume nesta frase:
"...temos que olhar para nós e perguntar o que é que eu posso fazer pelo meu país".

Mas há outras muito boas:
- "Há toda uma maneira de estar na sociedade que tem que mudar", sem dúvida diria eu;
- Soares dos Santos queixa-se que "o Estado tem que pagar tudo, não se pode tocar no serviço nacional de saúde". Foi com este sistema tão perverso e universal que a taxa de mortalidade infantil em 30 anos passou do terceiro-mundismo para um valor melhor que os EUA, onde vigora a filosofia de Soares dos Santos;
- Propõe "reguladores [da iniciativa privada] não nomeados por partidos políticos (...) um sistema [de regulação] com gente, imparcial, competente e conhecedora". Ora um sistema de reguladores não nomeados pelos eleitos e conhecedores, que tal os regulados regularem-se a si próprios? Ou numa versão imparcial, pagos pelos regulados, assim tipo a relação imparcial entre a Arthur Andersen e a ENRON;
- "O país tem que ser mais eficiente, tem que trabalhar mais horas". Errado! Para o país ser mais eficiente tem que trabalhar melhor por unidade horária. Tsk, tsk, isto dá chumbo na escola secundária.
Aqui para aderir ao movimento Boicote ao Pingo Doce.

PS- As "entrevistas" de José Gomes Ferreira têm muito que se lhe diga, lá iremos um destes dias.