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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A (luta pela) boa educação


A entrevista de Malala Yousafzaï - que hoje ganhou o Prémio Sakharov - a John Stewart, terça-feira passada.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Musharraf implicado no assassinato de Bhutto

No momento do assassinato de Benazir Bhutto, escrevi:
  • «Musharraf tem o caminho cada vez mais desimpedido. Tenham sido os islamistas por ele, ou ele pelos islamistas, pouco interessa. Reforçaram-se.»
Não me surpreende portanto ler agora o seguinte:
  • «Um tribunal paquistanês emitiu hoje um mandado de detenção para o ex-Presidente Pervez Musharraf, exilado em Londres, no âmbito do inquérito ao assassinato da antiga primeira-ministra Benazir Bhutto. (...) Pervez Musharraf é acusado de, na altura, ter conhecimento dos planos dos taliban contra Benazir Bhutto mas de nada ter feito para evitar o atentado em Rawalpindi.» (Público)
Assim vai o Paquistão: os talibã são parte da luta interna.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Wikileaks (4): a Arábia Saudita, principal financiadora do terrorismo islamista

Este telegrama veio da Clinton e é de Janeiro de 2010.
  • «While the Kingdom of Saudi Arabia (KSA) takes seriously the threat of terrorism within Saudi Arabia, it has been an ongoing challenge to persuade Saudi officials to treat terrorist financing emanating from Saudi Arabia as a strategic priority. Due in part to intense focus by the USG over the last several years, Saudi Arabia has begun to make important progress on this front and has responded to terrorist financing concerns raised by the United States through proactively investigating and detaining financial facilitators of concern. Still, donors in Saudi Arabia constitute the most significant source of funding to Sunni terrorist groups worldwide. Continued senior-level USG engagement is needed to build on initial efforts and encourage the Saudi government to take more steps to stem the flow of funds from Saudi Arabia-based sources to terrorists and extremists worldwide. (...) Saudi Arabia remains a critical financial support base for al-Qa’ida, the Taliban, LeT, and other terrorist groups, including Hamas, which probably raise millions of dollars annually from Saudi sources, often during Hajj and Ramadan. In contrast to its increasingly aggressive efforts to disrupt al-Qa’ida’s access to funding from Saudi sources, Riyadh has taken only limited action to disrupt fundraising for the UN 1267-listed Taliban and LeT-groups that are also aligned with al-Qa’ida and focused on undermining stability in Afghanistan and Pakistan.» (Wikileaks)
E, já agora, os famosos laços entre o ISI paquistanês e os Talibã.
  • «Pakistan’s intermittent support to terrorist groups and militant organizations threatens to undermine regional security and endanger U.S. national security objectives in Afghanistan and Pakistan. Although Pakistani senior officials have publicly disavowed support for these groups, some officials from the Pakistan’s Inter-Services Intelligence Directorate (ISI) continue to maintain ties with a wide array of extremist organizations, in particular the Taliban, LeT and other extremist organizations. These extremist organizations continue to find refuge in Pakistan and exploit Pakistan’s extensive network of charities, NGOs, and madrassas. This network of social service institutions readily provides extremist organizations with recruits, funding and infrastructure for planning new attacks.» (idem)
Fica tudo confirmado pelo punho da senhora Clinton.

      sexta-feira, 19 de novembro de 2010

      O mundo é belo, tra-la-la

      O dia parece ser bom para panegíricos da OTAN. Um tal Luís Coimbra diz-nos que «a NATO salvou os muçulmanos na Bósnia-Herzegovina e no Kosovo de serem massacrados por uma Sérvia militarista ainda saudosista do seu colonialismo nos Balcãs», mas esquece-nos de explicar por que razão a OTAN não salvou os mesmos muçulmanos de serem atacados pelos croatas, ou os sérvios de serem expulsos pelos albaneses do Cosovo, ou os croatas e os sérvios de se massacrarem uns aos outros, ou o porquê de haver tanta resistência a reconhecer a independência do Cosovo quando, agora sim, é «etnicamente puro» e (que chatice!) um narco-Estado no coração da Europa, criado com a participação activa do «humanismo militarista» OTAN.

      Também nos diz que não quer os talibã no Afeganistão. De acordo, eu também não quero. Mas não estou nem convencido de que os barbudos gozem do apoio tão residual que refere (1.5%), nem que a perpétua ocupação militar «ocidental» resolva o problema. A raiz parece estar mesmo ao lado, num Estado amigo da OTAN chamado Paquistão, e noutro amigo chamado Arábia Saudita, que por razões  mais de afirmação regional ou de fanatismo islamista, respectivamente, continuam a apoiar talibã e quejandos. Enquanto não se confrontarem esses verdadeiros monstros, a ocupação do Afeganistão continuará a ser um efeito colateral.

      quinta-feira, 29 de julho de 2010

      O papel do Paquistão (e a ausência de debate em Portugal)

      A divulgação de relatórios da guerra afegã provocou declarações do Primeiro Ministro britânico e do Presidente afegão, que poderão anunciar a mudança da atitude internacional perante o Paquistão; causou divisões nos Democratas dos EUA; e reacções no parlamento alemão.

      Em Portugal, tudo calado. Ninguém discute como está a correr a guerra no Afeganistão, e nem sequer se faz sentido tratar como  um aliado o mesmo Paquistão que  sempre apoiou os talibã, enquanto se isola internacionalmente, por muito menos, o Irão. E na lusa blogo-esfera, os falcões de trazer por casa divertem-se, ao bom estilo machista, a tratar quem denuncia massacres de civis de «Paris Hilton da boa consciência pequeno-burguesa». Assim vai o debate político em Portugal.

      terça-feira, 23 de março de 2010

      Lashkar-e-Taiba

      O Público traz um par de artigos interessantes sobre o Lashkar-e-Taiba, a organização islamista paquistanesa responsável pelos atentados de Bombaim, em 2008. Os artigos descrevem como esta organização (e outras semelhantes) foram criadas pelos serviços «de informações» do Paquistão (ISI) e pelos militares paquistaneses, por razões de imperialismo regional: o controlo do Afeganistão (em particular depois da invasão soviética) e o desafio à Índia (por causa de Caxemira e não só).

      Numa polémica recente que mantive neste blogue, alguns islamo-esquerdistas manifestaram-se apoiantes do islamismo, de uma forma surpreendente para quem deveria estar no campo progressista. Fariam bem em compreender quer a natureza profundamente reaccionária do movimento político islamista, quer os interesses imperialistas (paquistaneses ou iranianos) que apoiam esses movimentos.

      quarta-feira, 20 de maio de 2009

      A cenoura e o chicote

      A Hillary Clinton promete 100 milhões de dólares ao Paquistão. Obviamente. Há apenas um mês, acusou a clique no poder de «capitular» face ao avanço dos talibã. Uma semana depois, o governo iniciou uma ofensiva que já provocou um milhão e meio de refugiados, talvez a pior crise de refugiados desde o Ruanda, em 1994. (Curiosamente, uma guerra quase ignorada nos media convencionais e, em particular, na lusa blogo-esfera, inclusivamente pelos entusiastas da «guerra ao terrorismo».)

      A guerra civil no Paquistão não tem protagonistas simpáticos. Entre os integristas talibã e os autocratas corruptos de Islamabade e Carachi, é difícil ter simpatias. E os talibã foram, em boa medida, uma criação dos serviços de informações paquistaneses com objectivos de poder regional. Mas do que acontecer no Paquistão depende boa parte do futuro do islamismo internacional.

      quinta-feira, 23 de abril de 2009

      O Paquistão talibaniza-se

      O Paquistão tem 170 milhões de pessoas, a bomba nuclear, uns serviços secretos que fomentaram os talibã, reivindicações territoriais sobre a Índia, e territórios que não controla na província do noroeste. Na semana passada, e com a autorização do governo do Paquistão, os talibã implementaram a chária no vale de Swat (as mulheres só podem sair à rua acompanhadas de homens). Aproveitaram-se do armísticio com o governo para invadir de seguida outro distrito, e estão agora a 96 km de Islamabade. O objectivo final, transformarem o Paquistão num califado, continua longe. Mas a Hillary acha que o governo paquistanês está a abdicar. Se o fizer algum dia, um novo mundo nos espera.

      quarta-feira, 25 de março de 2009

      Pena de morte e religião

      A análise da generalidade dos media ao relatório da Amnistia Internacional sobre a pena de morte em 2008 concentra-se em destacar os Estados que executaram um maior número de pessoas, e em sublinhar as anomalias «regionais» (continentais). Ou seja, os dez piores do mundo em 2008 seriam:
      1. China, 1718;
      2. Irão, 346;
      3. Arábia Saudita, 102;
      4. EUA, 37;
      5. Paquistão, 36;
      6. Iraque, 34;
      7. Vietname, 19;
      8. Afeganistão, 17;
      9. Coreia do Norte, 15;
      10. Japão, 15.
      O que está certo, porque as 1718 execuções da China são sem dúvida mais relevantes do que as 37 dos EUA. Mas, se calcularmos o número de execuções por milhão de habitantes, podemos fazer uma análise bastante diferente do problema da pena de morte.
      1. Irão, 5.2;
      2. Arábia Saudita, 3.6;
      3. China, 1.28;
      4. Líbia, 1.27;
      5. Iraque, 1.17;
      6. Coreia do Norte, 0.66;
      7. Iémen, 0.55;
      8. Afeganistão, 0.51;
      9. Bielorrússia, 0.41;
      10. Vietname, 0.22.
      Assim, nota-se que os dois Estados do mundo que mais pessoas executam por milhão de habitantes são também, curiosamente, os mais teocráticos: o Irão xíita e a Arábia Saudita wahabita. E a segunda tabela tem outra curiosidade: a de todos os Estados serem ou ditaduras pós-comunistas (incluindo a Bielorrússia), ou Estados islâmicos (na primeira tabela havia duas democracias). Sendo que estes últimos dominam a segunda tabela em número de Estados presentes e, sobretudo, nos lugares de topo.

      quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

      Bhutto assassinada

      • «Pakistan opposition leader Benazir Bhutto was assassinated Thursday in a suicide attack that also killed at least 20 others at a campaign rally» (Yahoo News, Público)

      Musharraf tem o caminho cada vez mais desimpedido. Tenham sido os islamistas por ele, ou ele pelos islamistas, pouco interessa. Reforçaram-se.

      O mundo deveria prestar mais atenção ao que se passa no Paquistão, base da Al-Qaeda, país com arsenal nuclear, hostilidade hereditária à Índia e tutela sobre o Afeganistão. Eles estão a constipar-se. Nós vamos espirrar.

      quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

      O bom ditador

      • «Pervez Musharraf embarked on a new five-year term as a civilian president Thursday, promising to lift a state of emergency by Dec. 16 and restore the constitution before January elections (...) But having purged the Supreme Court of judges who might have blocked his plan to continue as president, the U.S.-backed leader has moved quickly to ease a wave of repression that saw thousands of opponents jailed and all independent news channels gagged. The inauguration ceremony came a day after he ended a four-decade military career as part of his long-delayed pledge not to serve as both president and army chief. The post enabled him to topple Sharif in a 1999 coup and hold on to power for [eight] years. (...) "This is a milestone in the transition of Pakistan to the complete essence of democracy," Musharraf told an audience of government officials (...) During his inaugural speech, Musharraf sought to justify the state of emergency, during which he purged the Supreme Court just as it was about to issue a verdict on the legality of his continued rule. The retooled court last week gave its stamp of approval. (...) "I personally feel that there is an unrealistic and maybe an impractical or impracticable obsession with your form of democracy, with your form of human rights, civil liberties," Musharraf said, claiming to speak for developing countries everywhere. (...) "We will do it our way as we understand our society, our environment better than anyone in the West," he said.» (Yahoo News)

      Convém não esquecer que o Paquistão é um dos dois Estados centrais do terrorismo islamista (o outro é a Arábia Saudita), serve de base (territorial e de recrutamento) à Al-Qaeda e aliados, tem a bomba nuclear, 170 milhões de habitantes, as instituições de ensino dominadas por diversas facções islamistas, tradição de tutela sobre o Afeganistão, e hostilidade hereditária com a Índia. O presidente Musharraf, no poder desde o golpe militar de 1999, tem ainda a característica deliciosa de mudar a Constituição por decreto, a seguir ao jantar:

      • «Late Wednesday, Musharraf decreed new amendments to the constitution using powers he said he has under the emergency. One of the amendments states that his decisions cannot be challenged by any court and will be considered "always to have been validly made."» (Yahoo News)

      Portanto está protegido quanto à sua declaração de estado de emergência, que era inconstitucional antes do jantar. Com um dos líderes da oposição (Sharif) a só entrar no país quando Musharraf deixa (em Setembro mandou os seus homens ao aeroporto deportá-lo, contrariando uma decisão do Supremo Tribunal, agora permitiu-lhe voltar), e com a outra líder oposicionista em detenção domiciliária (Bhutto), Musharraf tem o caminho desimpedido. Tem invocado o extremismo islamista como desculpa para todas estas medidas de excepção, mas ter confrontado políticos não islamistas como Sharif e Bhutto, em vez de procurar trabalhar com eles, não é propriamente um sinal de que projecte um futuro democrático ou minimamente plural (segundo as últimas notícias, impediu Sharif de concorrer às eleições). Não esqueçamos que foi a clique militares/ISIS que apoia Musharraf que planeou, armou e financiou a conquista do Afeganistão pelos Talibã.

      Na minha ingenuidade, sempre pensei que um tipo que subiu ao poder através de um golpe de Estado militar, altera a Constituição por decreto, demite juízes do Tribunal Supremo quando não lhe agradam, fecha sistematicamente os jornais da oposição, dispersa manifestações à bala e prende estudantes, mantém fora do país os líderes da oposição, impede-os de concorrer a eleições, e só permite que se vote nestas condições, fosse considerado um ditador. No entanto, parece que quem preocupa os portugas é Chávez. Portanto, desculpai a interrupção. Voltem lá ao Chávez. Esse é que é mesmo um ditador dos maus. Pelo menos, segundo a actual definição ideologicamente orientada de «ditador»: retórica anti-americana, políticas sociais social-democratas, e eleições regulares.

      domingo, 18 de novembro de 2007

      Musharraf

      Um editorial interessante e sem papas na língua, sobre a crise paquistanesa. Na imprensa portuguesa? Não, no Estado de S. Paulo.
      • «O caso do general Pervez Musharraf, que tomou o poder no Paquistão em 1999, abatendo com uma quartelada o seu sempre instável e quase sempre corrupto regime civil, segue um modelo conhecido pelo mundo afora. No mês passado, fingindo ceder às pressões por mais democracia do seu aliado norte-americano, que desde o 11 de Setembro o cacifou com mais de US$ 10 bilhões e aceitou a sua bomba atômica em nome do combate ao terrorismo islâmico, o autocrata convocou a segunda eleição desde que subiu ao poder, tão fraudulenta como a anterior, e se reelegeu. (...) Mas Musharraf não fechou as madrassas que pregam a guerra religiosa e formam homens-bomba, não tratou de prender os líderes do Taleban paquistanês e nem de dissolver as células terroristas que têm organizado uma série de atentados suicidas em todo o país. Também não enviou forças militares para acabar com a “zona liberada” que o Taleban e a Al-Qaeda instituíram na fronteira com o Afeganistão. Limitando-se a prender juízes, advogados, defensores dos direitos humanos, professores e artistas, o ditador demonstrou claramente que seu objetivo não era combater o “terrorismo e o extremismo”, mas calar os grupos que há anos tentam, por via pacífica, transformar o Paquistão numa democracia secular. Tanto assim que, no mesmo dia em que decretou o estado de emergência e mandou prender as principais lideranças civis e democráticas do país, o general Musharraf determinou a libertação de 28 prisioneiros do Taleban, um dos quais sentenciado a 24 anos de cadeia por ter transportado explosivos usados em atentados. (...) Para ter uma base próxima ao Afeganistão, ao Iraque e ao Irã, os EUA fizeram vistas grossas para a situação interna do Paquistão, e assim foram criadas as condições para o paradoxo: o Paquistão governado por um aliado na “guerra contra o terror” é, também, um abrigo seguro do comando da Al-Qaeda e um núcleo importante do radicalismo islâmico.»

      sábado, 22 de setembro de 2007

      Paquistão

      O mais escutado líder religioso do mundo falou ontem ao planeta para anunciar uma «guerra santa» contra o presidente paquistanês, o autocrata militar Pervez Musharraf. Bin Laden mencionou o ataque à Mesquita Vermelha, no passado mês de Julho (onde os islamistas conseguiram uma centena de mártires), como justificação para declarar Musharraf um «infiel» e um «apóstata» (é a opinião de Ossama). Simultaneamente, foi também disponibilizado nos saites islamistas do costume um vídeo de Al-Zawahiri pedindo que se «limpasse» o «norte de África» dos «filhos da França e da Espanha» (não se sabe muito bem o que isto significa: Ceuta e Melilha, atentados no sul da Europa, ou as sementes de laicismo na Argélia e na Tunísia?); o nº2 da Al-Qaeda exorta também ao combate contra a força das Nações Unidas prevista para o Darfur (Sudão).


      Os dois Estados fundamentais no islamismo sunita são a Arábia Saudita e o Paquistão. O primeiro, uma monarquia absoluta wahabita, começou a financiar através da sua classe dirigente grande parte das redes terroristas islamistas há um quarto de século atrás, quando a URSS invadiu o Afeganistão. O segundo forneceu o refúgio territorial e as casas de apoio que permitiram organizar os mujahedin que passavam, através de uma fronteira que só existe nos mapas, para o Afeganistão onde os homens que fundaram a Al-Qaeda se conheceram, combateram lado a lado, e finalmente acompanharam na sua subida ao poder os talibã (um movimento pastune e, ele próprio, transfronteiriço). O diligente apoio dos serviços secretos paquistaneses (ISI), interessados quer no domínio do país vizinho quer em treinar grupos que pudessem infiltrar na Caxemira indiana, nunca faltou nos tempos anteriores ao 11 de Setembro. Também nunca faltaram as fornadas intermináveis de jovens fanatizados produzidas pelas madraças paquistanesas, ou voluntários do Médio Oriente para combater primeiro a URSS e agora os EUA (ou Musharraf). Destruídos os campos de treino do Afeganistão no Outono de 2001, derrubado o regime talibã, o ninho do islamo-terrorismo está quase no mesmo sítio: nas montanhas do Waziristão e noutras zonas tribais da fronteira do Paquistão com o Afeganistão, onde as tribos nunca foram submetidas pelos britânicos e onde o exército paquistanês entrou pela primeira vez em Abril de 2002.


      Musharraf e a sua clique, como aqueles que os antecederam no poder em Islamabade, jogaram sempre com o apoio de grupos islamistas, com o seu poder de fogo e capacidade de mobilização. Mas desde que Mohamed Atta acertou com o seu avião na torre norte do World Trade Center, a instabilidade no Paquistão agravou-se, e Musharraf reviu as suas alianças internas para salvar a ligação externa (EUA). Ao conciliar-se com Bhenazir Butto, Musharraf tenta garantir que a sua eleição não dependa dos islamistas. A eleição presidencial (por colégio eleitoral) será no dia 6 de Outubro, as eleições gerais em Janeiro. Veremos se a Al-Qaeda ainda tem capacidade para as influenciar.


      [Diário Ateísta/Esquerda Republicana]