domingo, 8 de janeiro de 2012

Revista de blogues (8/1/2012)

  • «Quando vejo meio-mundo a bater na maçonaria fico logo de pé atrás: historicamente isso costuma coincidir com tempos em que logo a seguir me vêm bater à porta.
    Não sendo hoje a maçonaria o que já foi, sempre a instituição esteve do lado da liberdade, sobretudo no séc XIX, por muito que isso custe ao romancista Vasco Pulido Valente. E se acho a coisa hoje em dia patusca, a sua existência é o lado para onde durmo melhor.
    É curioso que tendo o assunto vindo à baila de uma forma que belisca o governo veja tantos dos seus apoiantes numa desmedida e excitada caça ao maçon. Cheira a beato.
    Haja aqui moralidade: Opus Dei’s, mostrem as vossas chagas, ou estão de tal forma entretidos na caça ao maçon que se esqueceram de olhar para o espelho em casa? Essa, a obra do franquista Escrivá dá-me pesadelos. Entre os do avental e os do cilício a História honra os primeiros. Os segundos são uma das mais tenebrosas organizações dos nossos dias, com um poder secreto e incomensurável, que faz dela a verdadeira herdeira da santa inquisição.» (João José Cardoso)