sábado, 7 de janeiro de 2012

Revista de blogues (7/1/2012)

  • «A reforma do regime de arrendamento é um dos assuntos mais adiados da democracia portuguesa. Aliás, o problema tem mais de 100 anos: congeladas pela primeira vez em 1910, as rendas habitacionais só seriam submetidas a atualização condicionada a partir de 1948, com a exceção de Lisboa e Porto, voltando a ser congeladas em todo o País após o 25 de Abril de 1974.

    A atualização com base na inflação é permitida a meio da década seguinte, com aplicação de um coeficiente extraordinário nas rendas mais antigas, e nos anos 90 acabam os contratos vitalícios - mas só nos novos arrendamentos, que são de celebração livre. (...)

    A ideia de que estar do lado do bem e dos fracos é "defender os inquilinos" e de que "defender os senhorios" é alinhar com os fortes e ricos sorri a muita gente, sobretudo à esquerda. Mas que ideia de igualdade sustenta um apartheid do mercado de arrendamento baseado na data dos contratos? Que noção de justiça aclama a expropriação extrajudicial de bens de privados para poupar dinheiro ao Estado e aliviar-nos as consciências, enquanto ao lado se perdem casas por não se poder pagá-las à banca?» (Fernanda Câncio)

5 comentários :

  1. A Fernanda Câncio sai-se, volta e meia, com umas opiniões dignas de uma verdadeira liberal.
    É o caso desta, com a qual, como é evidente, estou totalmente de acordo.

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  2. Começo seriamente a desconfiar das ligações da maçonaria ao mercado do arrendamento. A maçonaria deve ter muitas propriedades para arrendar...

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  3. Filipe,
    passaste ao lado das questões importantes que o texto levanta...

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  4. Comentei lá - a Fernanda é que anda lenta a aprovar os comentários. Conto escrever sobre este assunto aqui, mas não tenho tido tempo.

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  5. Gostava de perceber por que razão se colocou em cima da mesa a criação de uma taxa liberatória de IRS para os rendimentos provenientes de rendas. Tendo em conta que a taxa avançada é de 25 % e que os escalão de IRS acima de 25 % começa nos rendimentos colectáveis acima de 18 mil EUR anuais, parece-me que esta taxa liberatória vai beneficiar os senhorios ricos e especialmente os ricos, e tanto mais beneficiados são quanto mais ricos forem.

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