sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A Maçonaria

Daniel Oliveira, no Arrastão, escreve:

«A Maçonaria já foi uma organização com valores democráticos. A Maçonaria já foi uma organização poderosa. Em diferentes graus, dependendo da loja em questão (há as mais tradicionais e rigorosas, e as dos 300, só mesmo para negócios), aconteceu-lhe o que aconteceu a muitas organizações históricas: foram-se os valores ficou o poder.Sendo secreta, esse poder não está sujeito ao escrutínio público. E isso é perigoso para a democracia.

A Maçonaria não é a única e nem sequer a com maior poder. Nos sectores conservadores temos a Opus Dei, onde se juntam fanáticos religiosos com uma comovente entrega espiritual ao vil metal. Nos sectores financeiros, e à escala global, temos organizações como a Bilderberg ou a Trilateral. Todas elas alimentam os espíritos que se apaixonam por teorias da conspiração. Nuns casos é paranoia, noutros nem por isso.

A verdade é esta: organizações secretas só o são, em democracia, porque nelas se trafica o que não se pode traficar à luz do dia. Raramente são ideias, porque essas, em sociedades livres, não precisam da obscuridade. Quase sempre são negócios, influências, empregos e poder. E se a coisa se passa na sombra torna-se tentador tornear a lei.

Devo dizer que, apesar de saber que acontece, tenho uma certa dificuldade em perceber porque procura, em democracia, uma pessoa honesta e livre a participação em organizações secretas. Imagino que seja a distinção de ser escolhido para um circulo restrito de "eleitos". Uma reminiscência da adolescência. Nunca devemos desprezar a importância de nos sentirmos importantes. E há tanta gente que se leva tão a sério... Já a razão porque carreiristas e traficantes se sentem bem neste tipo de organizações é bem mais fácil de compreender: mesmo que não tenham nascido para isso, elas são o lugar ideal para construir carreiras a medíocres e fazer negócios menos claros.»

Vêm estas palavras, que subscrevo, a propósito desta notícia recente:

«Nove em cada dez deputados são dirigidos por maçons. Matos Correia afirma que os políticos "não deviam poder pertencer a associações secretas". "Ridículo, tudo ridículo", indignou-se José Lello

E afinal não são dois os líderes parlamentares da maçonaria, como o DN ontem referiu. São, isso sim, três líderes parlamentares. Dirigem, ao todo, 206 deputados. Ou, dito de outra forma, quase 90% da Assembleia da República.
Além de Luís Montenegro (PSD) e Carlos Zorrinho (PS), também Nuno Magalhães, do CDS-PP, é "irmão". Tal como Carlos Zorrinho, integra a maior obediência maçónica portuguesa, o GOL (Grande Oriente Lusitano) - enquanto Luís Montenegro "milita" na segunda maior, a Grande Loja Regular de Portugal, integrando aqui a Loja Mozart, a mesma de personalidades como Jorge Silva Carvalho (ex-diretor do SIED, actual quadro da Ongoing) e Nuno Vasconcelos (o patrão da Ongoing).»

2 comentários :

  1. não é sendo secreta
    (ó Jão.baskinhu) a ritualização e o simbolismo remontam a fases de desenvolvimento juvenis

    tal como a política e o pensamento político se infantilizam em chavões e slogans básicos

    a maçonaria é a manutenção dos grupos de jovens caçadores da pedra lascada na idade adulta

    é uma tentativa dos xamãs se imortalizarem ao manterem a companhia de jovens recrutas

    rituais de passagem à idade adulta
    apertos de mão ou irmãos de sangue ao estylo índio

    e uma irmandade universal que não é para todos

    é um universo de apparatchiks orwellianos

    como todas as cosa nostras...
    Mein Ehre heißt Treue...
    Wenn alle untreu Werden
    Meine Haut gehört dem Herren

    et cetera
    men já fizeste 30 né?

    és infanto-juvenil o suficiente para ser mação

    massas masssas masssas as masssas

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  2. Jão Basco, tem aquela (colossal) capacidade de dizer com uma enorme convicção e com muita assertividade(,) coisas erradas. Evidências recentes encontram-se...
    bolas referências (1) até (12.456 comentários e frases soltas feitas pelo bicho)

    Por este andar quando tiveres 40 és secretário geral do PND
    e aos 50 és o novo Durão Barroso

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