terça-feira, 11 de maio de 2010

Revista de imprensa (11/5/2010)

  1. «Esta semana, ateus, agnósticos, protestantes, hindus, muçulmanos e judeus vêem as escolas dos seus filhos, públicas e supostamente laicas, encerradas. Razão: os católicos recebem o líder da sua Igreja e por isso todos os restantes são obrigados e ficar com os seus filhos em casa e muitos deles obrigados e pôr um ou dois dias de férias. Esta semana, os cidadãos portugueses ateus, agnósticos, protestantes, hindus, muçulmanos e judeus estão impedidos de tratar de qualquer assunto que envolva o Estado porque os católicos (ou alguém por eles) decidiram, ao arrepio da leis da República, parar o país para tratar dos seus assuntos.
    Esta semana, os funcionários públicos ateus, agnósticos, protestantes, hindus, muçulmanos e judeus estão impedidos de ir trabalhar para que os seus colegas católicos tratem de uma celebração religiosa que apenas a eles diz respeito.» (Daniel Oliveira)
  2. «A missa que hoje se celebra no Terreiro do Paço transporta-nos também inevitavelmente para outros tempos, onde a mesma Praça consagrava um regime com características assumidamente autoritárias, aclamando um brando ditador católico. Nesse tempo, o regime organizava-se de forma a produzir um espectáculo legitimador com sucesso garantido: decretava tolerância de ponto à função pública, manipulava as suas organizações para que - de forma peregrina - marcassem presença, e requisitava todos os meios de transporte disponíveis (de comboios especiais, a autocarros e barcos) de forma a garantir uma entusiasta presença maciça.» (José Reis Santos)

13 comentários :

  1. Já agotra, pergunte ao Daniel Oliveira porque não manifesta as mesmas preocupações com as férias de Natal, Carnaval, Páscoa e Verão (mais de dois meses). Não há férias parentais que abarquem tantas férias da criançada. Parece que há por aí muita gente a ter paragens cerebrais.

    Em relação ao José Reis Santos, explique-lhe que ainda hoje se faz a mesma coisa. A diferença é que uns têm mais meios do que outros.

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  2. Há uma diferença enorme entre férias e feriados calendarizados com meses de avanço, e tolerâncias de ponto extemporâneas e imprevistas. Não entende?

    Quanto aos meios, não me consta que o Benfica tenha beneficiado de tolerâncias de ponto.

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  3. Não entendo, não.

    Parece-me que os protestos se devem a preconceitos anti-religiosos. Não me vê protestar por não poder ir a uma repartição de finanças no dia 5 de Outubro. Aos primos deu-lhes uma imensa vontade de tratarem de assuntos burocráticos nestes dias da tolerância de ponto. É estranho.

    Com excepção das tolerâncias de ponto, já vi manifestações políticas em que trazem pessoas de todo o país para encherem as praças.

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  4. Ó António Parente, por que não vai você perguntar diretamente ao Daniel Oliveira o que quiser em vez de andar aqui a chatear?
    Manda-nos perguntas suas para nós irmos fazer ao Daniel Oliveira? Pensa que somos o quê? A sua empregada doméstica?

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  5. António, toda a gente sabe que o 5 de Outubro é feriado há 99 anos. As pessoas programam a sua via em função disso. Esta tolerância de ponto é totalmente extemporânea.

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  6. Não são só as escolas: liguei para a CML e não estava ninguém no serviço para onde eu precisava de falar.

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  7. E além disso não faz sentido comparar o feriado que existe numa república para comemorar a... implantação da república com o feriado atribuído por um país LAICO devido à visita dum líder religioso. Podia haver feriados sempre que viesse cá um líder muçulmano, o Dalai Lama, o chairman da IURD, etc, não?

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  8. Filipe Moura

    A educação foi uma coisa que lhe passou muito ao lado. Já percebi que ficou traumatizado com aquele história da média aritmética e das empregadas domésticas. Não posso fazer nada. O Filipe comentou sobre o que não percebia e saiu-se mal. Continua a fazê-lo mas eu não comento os seus posts. Não quero ter qualquer tipo de contacto em blogues consigo. Não simpatizo consigo e em geral tenho como regra não conversar com pessoas com quem não simpatizo. Aconselho-o a procurar ajudar profissional: psicoterapia ou fármacos devem resolver-lhe o problema.

    o que eu escrevi não era para o Ricardo Alves dar um recado ao Daniel Oliveira. Eu passei por lá e comentei. Era uma figura de estilo literário mas duvido que o Filipe saiba o que isso é.

    Já é a segunda vez que me expulsa da caixa de comentários. Na primeira vez, não o levei a sério mas agora faço-o. Não estou para aturar indíviduos sem educação e fair-play. Já não tenho idade nem paciência para isso. Se é isso que quer é isso que tem.

    Veja se vence os seus rancores e ressentimentos. Não fazem bem à saúde.

    Passe bem.

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  9. António Parente,
    eram 106 os comentários ao texto do Daniel Oliveira quando eu lá fui pela última vez (depois do seu comentário). Dei-me ao trabalho de procurar o seu nome. Não o vi lá.
    Parece-me óbvio que o António elegeu o Esquerda Republicana como território para exercer o seu contraditório. Gosta de blogues mais sossegados (no Arrastão teria outro tipo de réplica). Por mim tudo bem, e é um direito seu que ninguém lhe tira. Ninguém o expulsou.

    Passe bem você também.

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  10. Filipe Moura

    Eu comentei no Arrastão. Não tenho medo de discutir com quem quer que seja. Só exijo que sejam educados comigo tal como eu sou com os outros. Estão aqui os meus comentários (a partir das 11h30m):

    http://arrastao.org/sem-categoria/lisboa-fechada/

    Por mim, assunto encerrado. Até hoje nunca guardei rancor nem ressentimento contra nenhum pessoa com quem conversei na rede. O Filipe Moura não será o primeiro. Não quero é estar sujeito a ser enxovalhado de uma maneira que eu considero mal educada.

    Passe bem. Não me verá novamente por aqui.

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  11. Caro António,
    não tente inverter o ónus: você pode ser educado (que é), mas não deixa de ser um ganda chato. E quem é chato sistematicamente sujeita-se a ler respostas ríspidas. Em linguagem blogosférica, necessariamente mais solta, o modo como eu me dirigi a si é perfeitamente aceitável. Seria assim, ou muito pior, que se lhe dirigiriam no Arrastão, no Jugular ou no Cinco Dias. Você gosta de comentar no Esquerda Republicana, e isso muito nos honra. A meu ver esse seu gosto deve-se a o Ricardo Alves, apesar de ser dado ao ateísmo, em termos de paciência ser um santo! (Desculpa se te ofendi, Ricardo.)
    Já não é a primeira vez que isto sucede. Já não é a primeira vez que você ameaça ir-se embora. Não o faça por mim; agora, se continuar a ser sempre sistematicamente chato, pode ser que eu perca a paciência de vez em quando. Mas nada de grave. E se você se sente "enxovalhado" com o que eu lhe disse, sempre me saiu uma bela virgem ofendida. E agora vou dormir, que já perdi muito tempo com chatos.

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  12. Filipe Moura

    Eu sou comentador no Jugular e nunca em momento algum fui ofendido. São pessoas com classe e que têm neurónios e capacidade de argumentação. Não é o que se passa consigo, pelos vistos. A tentativa de insulto é a melhor forma que encontra quando não tem argumentos.

    Não gosto do arrastão nem do cinco dias. Simplesmente não os leio. Fui lá ontem e não penso voltar. Ninguém me tratou mal. O Daniel Oliveira deixou de me responder porque fala de coisas que não domina e refugiu-se prudentemente no silêncio. Absolutamente normal e expectável.

    É verdade que admiro o Ricardo Alves porque conheço-o desde o tempo do Diário Ateísta e é uma pessoa que sabe pensar e conversar. Além disso tem ideias, imagine. Não precisa de descer o nível nem chafurdar numa sarjeta para conversar com alguém. Não vou aborrecer mais o Ricardo Alves, não se preocupe. Vejo enciumado e, por amor de Deus, o seu equilíbrio emocional, como o de qualquer outro ser humano, é coisa que eu prezo.

    Acredite que se eu quisesse descer o nível consigo o fazia. Não o faço, por um motivo simples: eu tenho classe e o Filipe Moura não tem.

    E é tudo. Há mais vida para além dos blogues. Seja feliz.

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  13. Filipe,
    ofendeste-me e serás expulso deste blogue. ;)

    Agora a sério: não liguem tanto a isto. É só um raio de uma caixa de comentários.

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