quinta-feira, 27 de maio de 2010

Qual é a nossa zona?

Há pouco, ao regressar do almoço, eu e alguns colegas reparámos numa carrinha audi A4, estacionada num lugar da EMEL, com o vidro partido, porta luvas aberto e remexido. Resolvemos contactar a polícia e três de nós, após procurarmos a antiga esquadra do Bairro do Arco Cego, que já não está no mesmo sítio (para onde terá ido?), telefonámos para o 112 e pedimos ligação à polícia. Ao telefone indicámos o endereço da ocorrência como sendo a Rua do Arco Cego e fizemos a descrição da viatura, matrícula incluída.  Foi-nos pedido que aguardássemos no local.

Após cerca de 10 minutos, passou uma viatura da polícia, na Rua do Arco Cego, de onde nos foi dito que o local onde estava o carro assaltado, e de onde nos encontrávamos a esbracejar na direcção dos agentes, ficava fora da sua zona! Pois o carro encontrava-se afinal na Rua Costa Godolfim, que fica elevada em relação à Rua do Arco Cego de menos de 2 metros, já fazendo parte do bairro com o mesmo nome (que não engloba a rua de nome igual).

Continuámos à espera. Passados cerca de 20 minutos, apareceu o carro dos polícias da nossa zona!
Conversei com um deles, o que vinha a pendura, desabafei sobre o tempo de espera e perguntei-lhe o que fariam se assistissem a uma agressão (por exemplo) fora da sua zona, ao que ele respondeu, um pouco atrapalhado, que isso seria uma situação diferente da que se estava a passar.
O outro, mais velho, ao ouvir-me protestar, perguntou-nos, irritado, se o carro era nosso e se não era, então porque é que estávamos ali à espera. Ficámos estarrecidos: esperámos no local porque isso nos tinha sido pedido e porque pensámos que seria prudente assegurar que o carro estaria em segurança até à chegada das autoridades.
E mais disse o sr. polícia, cada vez mais irritado: "relataram a ocorrência ao telefone, deviam ter-se ido embora, não tinham nada que ficar aqui!"
Parece que aquela zona não era a nossa!