sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Uma boa notícia para o BE

O grupo ideologicamente mais fossilizado do BE (a Ruptura/FER) anunciou que abandona o partido.

11 comentários :

  1. Se isso é bom para o BE teremos de ver.

    Ainda eram uma quantidade significativa de militantes dispostos a dar muito do seu tempo e disponibilidade em nome daquilo que acreditam. Isso tem um impacto significativo.

    Por outro lado, o BE fica ideologicamente mais coerente (mesmo social-democrata, sem uma corrente revolucionária), e isso também pode ser vantajoso.

    Veremos.

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  2. Não sei se a entropia que geravam não seria maior do que o ganho...

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  3. Na notícia do Sol:

    «João Semedo sustenta que a saída "não tem grande repercussão. Estão sistematicamente contra todas as posições do BE. No fundo, parasitavam o Bloco".»

    Estranhei o termo forte «parasitar» na boca de João Semedo.
    Um comentário diz:

    «parasitavam ou paralizavam?????!!!...

    há gralhas imperdoaveis!...para quando jornalismo competente?...já era tempo de rectificar!»


    Se o comentador tem razão, esta gralha é mesmo imperdoável: altera a mensagem política.

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  4. Ricardo,

    concordo absolutamente contigo, escreverei sobre o assunto.

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  5. Parasitavam ou paralisavam acabam por ser sinónimos, neste caso. Embora um termo seja mais pejorativo do que o outro...

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  6. uma péssima notícia um partido ou bloco que expurga é...
    nem o PS meteu a Fátima Felgueiras na rua logo à primeira

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  7. Brunetto, ninguém expurgou ninguém. O Ruptura/FER é que optou pela saída.

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  8. ora ora
    com tanta prosápia anti-debt (nã pagamos nã pagamos)o Loução sempre podia dizer que não pagava juros nem dívida e ficava ainda com eles

    sempre eram mais meia dúzia de votos nas autárquicas

    A Frente d'ESQUERDA REboluçionária forever

    O LUAR tamém era Ficse

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  9. Um artigo que resume a minha opiniäo! Estava a ver que era o único a pensar assim!

    JV, pelo que parece, os da Ruptura só estavam "dispostos a dar muito do seu tempo e disponibilidade em nome daquilo que acreditam" DEPOIS dos outros fazerem a papinha toda. Li em vários sítios que uma das críticas era precisamente eles só distribuírem propaganda DURANTE as manifs, i.e. näo mobilizarem antes delas acontecerem, mas andarem a reboque do trabalho dos outros.

    E a outra crítica é de que desde há um ano que criam mau ambiente ao dizerem que "näo, agora é que vamos mesmo sair" pelo menos uma vez por mês. Enfim...

    Vamos lá a ver é se estes näo fazem como os "revolucionários radicais de 1975" ou os "críticos do PCP" em 1990, que até chegaram ao Governo... no PS e PSD!

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  10. A minha perspectiva a respeito do FER pode ser distorcida porque conheço esse movimento principalmente através de um amigo. Mas, da noção que tenho, se há crítica injusta é a de eles não quererem trabalhar. A sensação que tenho é a de pessoas quase obcecadas pela política, mas não no sentido de obterem este cargo ou aquele, mas no sentido de lutar contra o capitalismo (um inimigo de morte que os tira do sério) e contra o fascismo (que acreditam poder estar para breve). E nesta luta dão muito do seu tempo ou disponibilidade, de uma maneira que, pela minha experiência, muito poucas pessoas dão.
    Se a estratégia deles é «multiplicar» o seu trabalho instrumentalizando outros movimentos para que 200 militantes façam o trabalho de vários milhares, é possível. Parece-me que usam tudo o que podem, porque sentem que o inimigo é de morte. Mas que não queiram dar o seu tempo e esforço é que não me parece. Mas, repito, posso estar enganado.

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  11. Pelo menos no sindicato dos bancários o mais parecido que há com uma tendência bloquista (o MUDAR) foi largamento construído pela FER

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