terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Revista de blogues (6/12/2011)

  • «(...) outra coisa é podermos estar perante a evidência da utilização, pela psp (ou por outra qualquer 'autoridade' policial ou para-policial) de 'agentes provocadores'. de agentes que vão para as manifestações à paisana não para, misturados com os manifestantes, estarem em condições de detectar e controlar eventuais cenas violentas (aquilo para que supostamente, dizem-nos, eles lá estão) mas para fazerem eles próprios de elementos violentos.

    isto é qualquer coisa de novo, mesmo que já se passe há muito e só agora tenhamos disso suspeitas fundamentadas. e isto significa uma utilização perversa da polícia, uma utilização 'política'. não estou a dizer (não posso, naturalmente, dizê-lo nem quero, genuinamente, crer que assim possa ser) que essa utilização é dirigida politicamente pelo governo, ou que existe um qualquer grupo político organizado a dirigi-la; mas ter agentes provocadores numa manifestação é sempre uma acção política.
    (...) elenco umas tantas perguntas que gostava de ver respondidas e que nem precisam de inquéritos nem processos nem se podem obstar por 'estarem a decorrer averiguações':


    1.quantos agentes à paisana estavam na manifestação de 24 de novembro?


    2.quem são esses agentes (não, não quero os nomes, quero saber a que corporação pertencem, que treino têm, etc)?


    3. qual o enquadramento legal (com citação de lei, por favor) da presença de agentes à paisana em manifestações?


    4. mais concretamente:


    a) qual o objectivo dessa presença?


    b) que mandato tem?


    c) podem ir armados? com que armas?


    d) se acharem que devem 'agir', não têm de se identificar como polícias e de dizer o nome se lhes for perguntado? (recordo que a deputada ana drago tentou saber quem eram os homens à paisana que batiam numa pessoa -- o jovem alemão que era supostamente procurado pela interpol mas que afinal não era -- e não lhe foi dito; recordo que há mais de 20 anos a lei exige que todos os agentes policiais andem com uma plaquinha com a identificação, para que cada cidadão saiba não só que está perante um agente policial mas possa também identificá-lo pelo nome.)


    5. se se provar que efectivamente houve agentes da psp ou da gnr ou de outro 'corpo' ou 'agência' governamental a agir como agentes provocadores na manifestação, que tem o ministro a dizer e que tenciona fazer em relação a isso? (...)» (Fernanda Câncio)

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