sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A admissão da PSP - II

No Jornal de Notícias também se escreve sobre a alegada existência de agentes policiais que instigaram a violência.

«A suspeita de que a PSP usou agentes provocadores na manifestação de dia 24 em Lisboa exige a investigação imediata da Inspecção Geral da Administração Interna IGAI defende o líder sindical do [Ministério Público]. O bastonário dos advogados exige um inquérito parlamentar.»

É importante frisar, apesar do título deste texto, que a «PSP nega que são provocadores» os agentes infiltrados, apenas admitindo ter havido confronto físico entre estes e os agentes do Corpo de Intervenção. Então como é que se justificam os confrontos entre polícias?

Vale a pena ler a notícia integralmente, mas não resisto a destacar esta parte:

«Ajudavam os manifestantes
A PSP afirmou que os dois polícias estavam na primeira linha da manifestação para garantir que o exercício do direito à manifestação por parte dos cidadãos faz se de forma livre.»

Caramba, que zelo! Que amor à Liberdade! Dispostos a lutar com os seus colegas do Corpo de Intervenção para garantir a liberdade dos manifestantes. O adorável desta justificação é que, a ser acreditada, levaria à conclusão de que o Corpo de Intervenção estaria a violar a liberdade de manifestação.