quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Deriva de direita em imagens - parte II




Alterei a imagem que já antes tinha exposto para fazer corresponder a direita geométrica à direita política.
Aqui a deixo para reflexão.

21 comentários :

  1. Na minha opinião, o PS de 2011 está rigorosamente ao centro.

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  2. Seja para um lado, seja para o outro (politicamente sem dúvida que é para a direita), o que o gráfico revela é o avanço do individualismo burguês.

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  3. Filipe,
    Não sei o que é que isto tem a ver com individualismo:

    http://esquerda-republicana.blogspot.com/2011/12/liberais.html


    Ricardo,
    Fico na dúvida se esse é o caso. Mas a proximidade do PS parece ser maior em relação ao PSD/CDS do que em relação ao BE/PCP.
    Por outro lado, eles já se preparavam também para privatizar todos os restos, incluindo os CTT.
    Mas talvez tenhas razão. Se calhar falta uma categoria «centro-esquerda» entre o centro e a social democracia, e nessa categoria é que está o vazio entre PS e BE/PCP.

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  4. Nos últimos anos os direitos individuais têm estado sob ataque, e esse ataque tem sido bem sucedido. Aliás, a paranóia securitária que se seguiu ao 11 de Setembro foi perfeitamente avassaladora a esse respeito.

    Este deriva para a direita não se deve ao «individualismo», essa é a tese que os falsos liberais querem vender.

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  5. Portanto achas que a evolução da figura se resume à "deriva securitária"? É o que a tua argumentação parece indicar.

    A mim também não me agrada nada esta paranóia securitária, mas na evolução que a figura demonstra acho que ela só representa um pormenor, e nem sequer o mais importante.

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  6. Não Filipe, não acho que se deva a isso.
    Já afirmei concordar com o Ricardo Alves em relação às causas mais importantes.

    Acho que o facto ter acontecido em paralelo à deriva de direita um ataque bem sucedido aos direitos individuais tem como implicação que o «individualismo» não pode ser a causa da deriva.

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  7. Entre 1977 e 2001 a deriva securitária é absolutamente insignificante. Não é ela a origem desta evolução. Não é a deriva securitária a explicação de Thatcher ou Reagan. É o individualismo burguês.

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  8. Cá na minha, «individualismo» em política não é pejorativo ... ;)

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  9. O que explica Reagan é o choque petrolífero anterior e a stagflation que gerou.
    O que explica que as reformas de Reagan e Tatcher não tivessem sido revertidas, mas ao invés agravadas foi fundamentalmente a queda da União Soviética.


    E de 2001 para 2011 a deriva para a direita continuou. O que desmente o «individualismo» como causa.

    Por fim, é verdade que antes «não foi ela [a deriva securitária] a causa desta evolução [deriva de direita]», mas eu acabei de escrever que não considerava que fosse.

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  10. Ricardo Alves, tudo é "política". Essa distinção entre política e não política não faz sentido.

    João Vasco, a ascensão de Reagan e Thatcher é anterior à queda da URSS. Pode ter sido uma causa para esta (é discutível e discutido); nunca é uma consequência. Não faço ideia do que seja stagflation nem acredito que seja um conceito fundamental para compreender o que está em causa (repito, anterior à queda da URSS, com o qual não tem diretamente a ver): o individualismo burguês.

    Notem que um comunista ortodoxo diria que a queda da URSS também seria individualismo burguês. Não é o meu caso.

    (Estou cheio de sono e não estou para ficar a discutir isto a noite toda. Ainda tenho que fazer a árvore de Natal.)

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  11. «João Vasco, a ascensão de Reagan e Thatcher é anterior à queda da URSS.»

    Eu falei na queda da URSS como razão para as políticas de ambos não terem sido revertidas, não como uma causa da ascensão deles.


    «Não faço ideia do que seja stagflation nem acredito que seja um conceito fundamental para compreender o que está em causa»

    hum... tu próprio admites que essa convicção não está bem fundamentada.

    A stagflation é um cenário em que as estratégias keynesianas não conseguem lidar com uma crise de baixo crescimento (e consequente aumento do desemprego) e elevada inflação em simultâneo. Isto porque estas receitas estimulavam o crescimento em situações de crise usando ferramentas que tinham como contrapartida um aumento da inflação.

    No entanto o choque petrolífero teve um efeito avassalador tanto nos preços (que aumentaram muito) como no crescimento.
    Além da crise económica fortíssima ser já de si uma razão para que quem está na oposição chegue ao poder, e o consiga com uma agenda bastante mais ambiciosa do que o comum («Doutrina de Choque»), esta crise ainda teve o «extra» de ter sido vista (erradamente, a meu ver) como um embaraço intelectual para keynesianismo, e portanto para as ideias económicas defendidas pela esquerda naquele contexto político (os EUA na altura).

    São razões mais que suficientes para explicar a ascensão de Reagan.

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  12. Estás a falar de uma razão económica para a ascensão de Thatcher e Reagan. É claro que houve razões económicas fortes para isso (como agora há para o Passos Coelho). Eu nunca falei em razões económicas. Eu falei em razões sociais, morais... políticas. Eu não sou daqueles que acham que a economia faz a política.

    "hum... tu próprio admites que essa convicção não está bem fundamentada."

    Não te admito que julgues a fundamentação das minhas convicções.

    Alguma vez te disseram que por vezes és mesmo um tanto arrogante? E tu é que não tens fundamentos nem justificação para isso. Há quem tenha. Tu não.

    Fica a discutir as fundamentações com o teu umbigo individualista. Da minha parte, o melhor que eu tenho a fazer é mesmo a árvore de Natal. Boa noite.

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  13. «Alguma vez te disseram que por vezes és mesmo um tanto arrogante? E tu é que não tens fundamentos nem justificação para isso. »

    A justificação foi teres dito que não sabias o que era.

    Não é nada pessoal, mas se me disserem «eu não faço ideia o que X é, mas não acredito que tenha sido a causa de W», eu leio a admissão de uma crença mal fundamentada.

    Boa noite.

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  14. Filipe,
    nem tudo é política. Mal seria se assim fosse... ;)

    A árvore de Natal, por exemplo... é de esquerda ou de direita?

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  15. @Ricardo: A àrvore de Natal, como símbolo, pode ser instrumentalizada, como já foi, por qualquer lado da barricada, dependendo do contexto socio-político. Tudo "pode" ser política, mas ainda bem que não precisa.`

    @JV: O teu umbigo colectivista fez anos não foi? Dá-lhe os parabéns por mim. Ele ainda se dá com o teu umbigo individualista? Conhecer esse gajo foi o pior que lhe aconteceu. Mas não lhe digas que eu disse isto. x D

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  16. "nem tudo é política. Mal seria se assim fosse... ;)"

    Ricardo, os "ismos" são quase todos política. O individualismo, se levado a sério, é quase todo política.

    "A justificação foi teres dito que não sabias o que era."

    João Vasco, não sabia nem tenho que saber (ora aqui temos mais uma vez a tal arrogância). Eu também posso começar a falar aqui de muitas coisas que tu não sabes e que não têm a ver com o post (e depois dizer que és "mal fundamentado"). Este não é um post sobre economia (repara que começas a falar de deriva securitária e acabas na economia americana). A não ser que acredites que a economia se sobrepõe à política. Eu vejo nisso desviares o assunto para algo que tu dominas e depois chamares o interlocutor ignorante. Eu não discuto assim.

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  17. Filipe Moura,

    Tu «não admites» que te digam que uma posição que apresentas está mal fundamentada, e como resposta continuas a chamar-me arrogante.

    Enquanto que alegar que uma posição que nos apresentam está mal fundamentada é perfeitamente normal numa discussão civilizada, os insultos pessoais já não são.

    Eu não te chamei ignorante. Eu expliquei porque é que essa tua posição estava mal fundamentada. Era uma posição sobre algo que tu afirmavas não saber o que era - como é que poderia estar bem fundamentada?

    A posição em questão era «X não foi a causa de Z». Se tu na mesma frase afirmas não fazer ideia do que é X, como te podes sentir insultado que eu diga que essa posição está mal fundamentada?

    Eu realmente não queria ofender ninguém, e não costumo ofender pessoas quando discuto na internet, mas não estou à espera que alguém considere «inadmissível» que lhe digam que as suas posições estão mal fundamentadas.

    Caramba!

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  18. "Eu expliquei porque é que essa tua posição estava mal fundamentada. Era uma posição sobre algo que tu afirmavas não saber o que era - como é que poderia estar bem fundamentada?"

    João Vasco, julguei já ter deixado isto claro. A minha posição à partida *não era* sobre economia (economia americana em particular). Este post (sobre política portuguesa, que concordamos poder generalizar-se para os países desenvolvidos *não é* sobre economia (economia americana em particular). Sendo assim, não vejo como é que a minha (assumida) ignorância de um conceito de economia (economia americana em particular) possa demonstrar a má fundamentação da minha posição original (que não tem nada a ver com isso). Repito mais uma vez: "Eu vejo nisso desviares o assunto para algo que tu dominas e depois chamares o interlocutor ignorante." Estou habituado a ver este procedimento no "Insurgente".

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  19. Filipe Moura,

    Antes de te sentires insultado lê o que eu escrevo:


    «"Não faço ideia do que seja stagflation nem acredito que seja um conceito fundamental para compreender o que está em causa"

    hum... tu próprio admites que essa convicção não está bem fundamentada.»

    ESSA convicção - aquela que eu digo que está mal fundamentada - é aquela que cito mesmo antes da afirmação. Daí a palavra «essa» designando a convicção a que me refiro.

    Ora a convicção que eu cito (aquela que digo que está mal fundamentada) é uma convicção sobre a stagflation: a afirmação de que não é uma causa fundamental para a ascensão de Reagan.

    Mas mesmo que estivesse a falar sobre a tua posição original - que não estava - e estivesse errado em afirmar que estava mal fundamentada (não fiz tal afirmação), ainda assim não era caso para «não admitires» e sentires-te insultado.
    Seria caso para mostrares a tua fundamentação e mostrares que eu estava errado. É o que eu faço se me acusarem de ter uma posição mal fundamentada. Sem chatices, sem problemas.

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