sábado, 17 de dezembro de 2011

Um genuíno herói da bola

  • «A política não me interessa. Deixou de me interessar. Apoiei um candidato porque, na altura, achei que era a pessoa adequada. Não que eu seja do partido a, b, c, ou d, mas pensei que ele poderia ajudar Portugal a crescer e a melhorar as coisas. Errei. Enganei-me, como se enganaram milhões de portugueses que votaram nele. Mas eu, por ser figura pública, tive consequências disso. Hoje ninguém acredita nos políticos, há uma descredibilização total, aqui, em Espanha ou em Itália, é igual. Não me venham dizer que há uma crise financeira, uma crise mundial. Há é políticos que gastam mais do que há para gastar. E isso é o bê-à-bá da economia. Não é preciso ser muito inteligente para perceber isto - eu não sou muito e não gasto mais do que aquilo que tenho.» (Luís Figo ao Público)
Uma entrevista a não perder. Está lá tudo: o BPN, meias palavras sobre o apoio a Sócrates, «o mercado», e a ameaça de tirar os negócios de Portugal para fora. Um verdadeiro «herói nacional». Só lhe falta a medalha no 10 de Junho.