quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A acelerar na direcção de uma parede

A taxa de desemprego em Portugal atingiu (segundo a OCDE) 13%. Há quase 600 mil pessoas à procura de emprego. Nos que trabalham, metade dos jovens (<25) ganha menos de 500 euros.

Feliz 2012!

16 comentários :

Nuno Gaspar disse...

Ricardo,
Quantos postos de trabalho já criou? Quantos pensa criar? Porque acha que os outros têm mais obrigação para o fazer do que você?

OLHA AS COMBOIADAS disse...

é da responsabilidade de um estado promover o emprego e o nível de vida dos sida dão os...

cada estado tem diferentes meios e recursos para o fazer

o estado socialista empregava ou tinha na cadeia que tamém é um emprego quase toda a gente mas pela natureza do emprego
impedia que fossem produzidos bens para sustentar um nível de vida
bóptimo
que impedia por sua vez a morte prematura por excesso calórico na maioria da cidadania

é da obrigação de todos os membros de uma sociedade mantê-la semi-estável
ou contribuir para isso

em sociedades instáveis os moldavos no desemprego arrombam as janelas para levar o alumínio
e os romenos levam o latão das canalizações

logo é preferível arranjar-lhes emprego

ou contratar tailandeses que quando estão desempregados se envenenam com cogumelos e ervas cozidas em vez de limparem o próximo

OLHA AS COMBOIADAS disse...

Logo promover desemprego Bad...

embora substituir as janelas e as canalizações vão dar emprego a outros

e se os romenos baterem na cacholeira da velharia com força há mais enfermeiros e cangalheiros com emprego

e há distribuição da riqueza o que facilita a reprodução criando mais futuros desempregados que originarão mais empregos

Introduza os caracteres que aparecem na imagem anterior
nutless

profético hein...esta era à Fernando Pessa

OLHA AS COMBOIADAS disse...

repare-se então que metade dos jovens com menos de 25 que trabalham
ganham mais de 500 euros

o que é melhor que dois milhões de velhos com mais de 60

ou três milhões com mais de 50
(que ganham o mesmo ou menos)

Prøv igen
inda nã?

Ricardo Alves disse...

Nuno Gaspar,
não percebi se quer saber o meu emprego, ou dizer que tenho tanta capacidade de criar emprego como o governo...

OLHA AS COMBOIADAS disse...

acho que quer saber se és parte da resposta ou do problema final

penso eu de que...

Nuno Gaspar disse...

Ricardo,
"capacidade de criar emprego como o governo."

E quem é que paga os salários que o governo pode criar? É o valor acrescentado de negócios como o seu mais os impostos pagos pelos seus trabalhadores?

João Vasco disse...

Nuno Gaspar,

Portanto quem trabalha por conta de outrem não deve criticar políticas publicas que destroem o emprego.
É uma cidadania coxa.

Se alguém tiver criado mais empregos que o Nuno, a opinião desse alguém vale mais que a sua, certo?

O Nuno que não critique o Warren Buffet quando ele diz publicamente que os impostos sobre os ricos são muito baixos, que existe uma guerra de classes e a classe alta está a ganhar, visto que o Warren Buffet criou bem mais empregos que o Nuno.

Quanto a indivíduos como o Nelson Mandela ou Martin Luther King, eles que tivessem ficado caladinhos quando, entre outras coisas, criticaram políticas como as que o Ricardo critica: afinal de contas, quem não cria empregos deve é ficar caladinho.

Anónimo disse...

A narrativa que o nuno gaspar parece construir é perniciosa. Imagine que de facto se começa a interiorizar essa concepção, isto é, que quem é patrão é mais virtuoso do que quem trabalha por conta de outrem. No limite, uma sociedade em pleno de virtuosidade seria uma sociedade em que todos trabalham para si, e ninguém trabalha para ninguém.

Exercício para casa: seria esse tipo de sociedade mais agradável para viver que as sociedades europeias dos nossos dias? Seria o índice de qualidade de vida superior ao que temos, mesmo considerando a restrição deste índice ao 1 % mais rico? Seria uma sociedade científica e tecnologicamente mais desenvolvida? Seria o PIB superior ao PIB dos nossos dias?

Nuno Gaspar disse...

João Vasco

Quem trabalha por conta de outrém deve dar graças por haver gente que arrisca o seu dinheiro para criar riqueza e postos de trabalho. O problema que hoje ameaça o sistema económico não tem duas causas, só tem uma: houve muitos que conseguiram arriscar com o que não era seu e livrar-se das respectivas responsabilidades, arriscando no que não deviam. As políticas estatizantes que tu e o Ricardo defendem levam a isso: só arriscam os loucos ou os que inventaram maneiras de não meter o seu dinheiro. E, assim, os lucros passaram a acumular-se não tanto em quem produz bens e serviços como nos respectivos comissionistas, físicos, burocráticos e financeiros. O muito ou pouco barulho que vocês façam não faz com que os empregos caiam do céu.

Anónimo disse...

"Quem trabalha por conta de outrém (sic) deve dar graças por haver gente que arrisca o seu dinheiro para criar riqueza e postos de trabalho."

Quem é patrão deve dar graças por ter quem aceite trabalhar por conta de outrem, pessoas que aceitam arriscar o seu tempo e a sua força de trabalho para criar riqueza.

Anónimo disse...

PS: o trabalho de casa é para entregar, e sem falta!

João Vasco disse...

Nuno Gaspar,

Mas afinal quem emprega pessoas fá-lo apenas por caridade e altruísmo? Eu até pensava que era um acordo entre diferentes partes, e que supostamente ambas deveriam sair a ganhar.

E que faria tanto sentido dar graças por haver quem compre mão de obra, como dar graças por haver quem a venda.

Por essa sua lógica, o Nuno Gaspar então não devia criticar qualquer política «estatizante» porque devia era «dar graças» por haver assalariados que o permitam «criar riqueza».

Também nunca devia criticar nada que o estado faça, porque devia era dar graças que ele mantenha as condições para poder fazer negócios (a começar pela polícia e tribunais, mas sem acabar aí).

Mas claro que o Nuno Gaspar não é coerente com esta lógica desgraçada, que seria um atentado à cidadania e ao exercício democrático.

Não, o Nuno não gosta que certas coisas sejam escritas, mas, à falta de argumentos para as rebater, recorre a estes artifícios sofistas.

Somos todos cidadãos, e quem emprega outros cidadãos não é mais nem menos que quem cria riqueza de outra forma. Seja a trabalhar para o estado, seja a trabalhar por conta de outrem.
Nem as pessoas nem a cidadania se medem aos cifrões. Creio eu que isto não é uma ideia de esquerda: é bom senso.

João Vasco disse...

Afinal, reparei agora, repeti a ideia do ttdsxo.

Enfim, merece ser repetida.

Wyrm disse...

Adoro o respeitinho que o Nuno Gaspar tem ao: Padre, ao Polícia e ao Empresário. Nesta ordem.

OLHA AS COMBOIADAS disse...

Wyrm disse...

Adoro ser parvo cada dia destilo mais parvoíce


Exercício para casa: seria esse tipo de sociedade mais agradável para viver que as sociedades europeias dos nossos dias?

As sociedades eurropeias tão kapput a médio prazo, é como dizer será que a upper classe victoriana com os seus jantares de 12 pratos e 10 sobremesas poderá estender-se a todos lá para 2157?


Seria o índice de qualidade de vida superior ao que temos,depende o lavrador das beiras ou all garvio de 1950 (proprietário de um minifúndio 2 a 6 hectares) tinha mais qualidade de vida do que a maioria da população irradiada por microondas e consumidora de aditivos fungos ou em alternativa fungicidas dos dias de hoje


mesmo considerando a restrição deste índice ao 1 % mais rico?

ao 1% mais rico...isto tá cá uma gramérdika

Seria uma sociedade científica e tecnologicamente mais desenvolvida?

A URSS tinha uma péssima qualidade de vida ou a DDR e eram mais desenvolvidos do ponto de vista científico


Seria o PIB superior ao PIB dos nossos dias?
Se houver inflação certamente
podemos até ter um PIB per capita de 600.000 euros em 2100
não devem é comprar grande coisa