segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Revista de blogues (31/10/2011)

  • «Joaquim Pina Moura ganhava, em 1994, 23 mil euros por ano. (...) Mas, em 2006, já como presidente da Iberdrola (depois de ter a pasta da economia, onde tomou decisões fundamentais para as empresas de energia), os seus rendimentos anuais eram de 700 mil euros por ano. (...) Jorge Coelho recebia 41 mil euros por ano, em 1994. (...) Mas, passados uns anos, em 2009, já recebia 710 mil euros por ano, à frente da Mota-Engil. Isto, depois de ter sido ministro do Equipamento Social. (...) Armando Vara recebia 59 mil euros por ano em 1994. (...) Em 2009, 520 mil. E em 2010, como administrador do BCP - depois de estar, por nomeação política, na administração do banco do Estado -, 822 mil euros. (...) Não se sabe quanto recebia Dias Loureiro antes de ocupar cargos governativos. (...) Em 2001 já recebia 861 mil euros. (...) Fernando Gomes recebia, como presidente da Câmara do Porto, 47 mil euros, em 1998. (...) Foi em 2009, na GALP, que se deu uma súbita ascensão social: 515 mil euros anuais. (...) António Vitorino recebia, antes de entrar no governo, 36 mil euros. (...) Depois de sair do governo, 371 mil. Rendimentos que, com altos e baixos, foi mantendo: em 2005, recebia 383 mil euros. (...) Nunca devemos esquecer o caso de Joaquim Ferreira do Amaral que, depois de negociar a ruinosa parceria para a construção e exploração da ponte Vasco da Gama, foi dirigir a empresa concessionária, a Lusoponte.» (Daniel Oliveira)

9 comentários :

  1. Pois, mas que soluções preconizam vocês?

    Que os governantes passem a auferir maiores salários, similares aos que se auferem nas empresas privadas?

    Que os governantes, depois de o serem, nunca mais possam trabalhar e passem a ser alimentados pelo Estado?

    Que os salários nas empresas privadas sejam limitados por lei?

    A mim parece-me deveras normal que, enquanto em funções públicas, as pessoas adquiram conhecimentos que depois as tornem muito úteis para determinadas empresas privadas, as quais, portanto, pagarão a peso de ouro os seus serviços. E isso, mesmo sem que essas pessoas jamais tenham cometido, ou venham a cometer, qualquer ilegalidade ou imoralidade.

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  2. Luís Lavoura,
    na sua opinião o acto cometido pelo ministro Ferreira do Amaral, ao assinar um negócio com a Lusoponte ruinoso para o Estado mas magnífico para essa empresa, seguido do acto de transferência do senhor para essa empresa, não é imoral?

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  3. Há várias propostas de solução para estes problemas, é ver os relatórios da Transparency International e da TIAC ( http://www.transparencia.pt/ ), mas para que sejam discutidas e implementadas as soluções é necessário antes de mais reconhecer o problema.

    E mesmo que nenhuma lei mude, continua a ser importante denunciar estas situações - em que um partido escolhe um responsáveis governativos que prejudicam o interesse público em negociações com os mesmos privados que depois os contratam - pois o eleitorado deve castigá-las politicamente, para acautelar a defesa dos seus interesses.

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  4. Já ganhava em euros em 94?

    4600 contos em 94

    (1+0,06)elevado a 17+ subsidiocracia soarista-cavaquista-guterrista

    dá só uns 20 mil contos

    só devia ganhar 100 mil

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  5. Pois filho em 92 ganhava 1250 eurros se os houvessem por septimana

    ahora deixa cá ber ...é muto menos

    a con tece

    seeu for pra um desses partidos de vão de escada tenho direito a meia iberdrole de guerre?

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  6. Ricardo Alves,

    a atuação de Ferreira do Amaral pode ter sido imoral (não conheço os detalhes do caso, por isso não afirmo nada), mas a pergunta que faço é, repito, que soluções propõe o Ricardo?

    Que Ferreira do Amaral, após ter sido ministro, nunca mais pudesse arranjar emprego, a não ser, talvez, como garagista ou Almeida da Câmara?

    Que o salário auferido por Ferreira do Amaral na Lusoponte deva ser sujeito a controle e limite por parte do Estado?

    Qualquer uma dessas soluções me parece má ou péssima.

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  7. http://ocidentesubjectivo.blogspot.com/
    Visite. Se gostar do tema (Relações Internacionais), troque de links comigo

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  8. Luís Lavoura:

    A solução mais simples para este problema é que existam denúncias - como as que o Ricardo faz - por forma a que o eleitorado reaja em conformidade, levando os actores políticos a evitar este tipo de situações (negociar com interesses privados de forma muito lesiva para o interesse público, sendo posteriormente recompensado por esses mesmos interesses privados) com medo da punição eleitoral.

    Depois existem outras, que merecem ser estudadas. Vale a pena ver os países onde os indicadores revelam menos corrupção, e tentar compreender em que medida é que as leis ajudam a manter esse estado de coisas.

    Existem relatórios sobre esses problemas, com sugestões, como já fiz referência no comentário anterior.

    E depois temos sempre a promoção da Transparência. Veja-se por exemplo esta petição:

    http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N15160

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  9. Lavoura, você é parvo ou faz-se despercebido?

    Está mais que provado que Ferreira do Amaral agiu com DOLO ao assinar o contrato com a Lusoponte, prejudicando o Estado. E como prémio por esse DOLO, é escolhido como presidente da empresa. Mas que isto?

    Entäo mas ele como funcionário do Estado näo tem como missäo salvaguardar o bem público?

    A soluçäo? É simples, basta fazer como na Isländia: lesaste o Estado? CHOLDRA!

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