quinta-feira, 17 de março de 2011

O mundo está perigoso

Em Fukushima, despeja-se água sobre o reactor 3. Na Líbia, a revolta contra Cadáfi recua e pode ser esmagada nos próximos dias. O Bahrein foi invadido pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos, contendo os protestos da maioria xiíta. O Egipto tem um referendo sobre emendas constitucionais no sábado, e a Tunísia deverá realizar eleições em Julho. Finalmente, o governo português pode estar nas suas últimas semanas.

No pior cenário, teremos uma catástrofe radioactiva com centro no Japão, o fuzilamento ou deportação de milhares de líbios que combateram o tirano, a prisão de todos os dirigentes da oposição bahreini, a divisão do poder no Egipto entre os militares que sucederam a Mubarak e a Irmandade Muçulmana, uma vitória islamista na Tunísia e a subida ao poder de Passos Coelho, disposto a instaurar um regime proto-fascista.

No melhor cenário, Fukushima será «apenas» o pior acidente nuclear desde Chernobyl, Cadáfi será forçado a negociar, a monarquia sunita do Bahrein também, o Egipto transforma-se num regime plural com eleições razoáveis e a Tunísia numa democracia laica, e Sócrates aguenta-se até ao Outono.

Para evitar tudo o que há de pior e conseguir um pouco do melhor, é necessária boa tecnologia e muita sorte no Japão, o isolamento internacional da Líbia com ameaças europeias de apoio militar aos insurrectos, sanções e pressão diplomática contra os Estados do Golfo (quer se chamem «Bahrein» ou «Arábia Saudita»), rapidíssima e muito boa organização da oposição democrática no Egipto, e arrojo e bom senso dos democratas tunisinos. Para aguentar Sócrates mais seis meses não sei o que seria necessário.

8 comentários :

  1. o mundo está?

    com 7 mil milhões morreram sempre

    não se viam muito porque o petróleo e o $ tornam tudo mais visível

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  2. Pelos vistos não é do interesse geral apoiar a revolução na Líbia. Com o Kadafi tínhamos petróleo bom e barato não era? Se ele cair será uma incógnita portanto é melhor manter o tirano, mesmo que morram uns bons milhares de pessoas...
    Para mim é simples, se a ONU não intervém a tempo (ou sequer chegar a fazê-lo!) perde toda a credibilidade e questiono a sua continuação por não responder aos desígnios a que se propõem.

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  3. Falta a Costa do Marfim... e as sondagens em França!

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  4. depois de cair se cair

    ou se invadirem a Líbia

    a guerra civil continuará

    e morrerão milhares na mesma

    é mais ou menos a dança eleitoral portuguesa

    ganhe quem ganhe

    o povo seguramente nada ganha

    os mortos ganham terras

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  5. Há muito tempo que não comentavas por aqui, Marco. Aparece mais vezes...

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  6. Com a frieza da distäncia... gaita que todo o pior cenário se realizou! Cum caraças!

    Apenas uma diferença: o fuzilamento ou deportação de milhares de líbios que combateram *os rebeldes fundamentalistas*... ou que nem precisaram de combater ninguém, bombardeados nas próprias casas pelos "protectores de civis". Coisa de que muito se falou que o maluco Kadaffi fez em Benghazi, mas que ninguém ainda viu... sobretudo os europeus que foram repatriados na altura, e que näo viam a hora de voltar.

    O que deram a escolher aos líbios foi entre o veneno AL-Caído e o Kadaffi. A democracia nunca esteve na mesa, e parece que nem com a frieza da distäncia o RA achindrou.

    A ONU perdeu toda a credibilidade e questiono a sua continuação por não responder aos desígnios a que se propõs: proteger os civis. Até o "Grande Rio Artificial" foi bombardeado, cortando o acesso a água potável a 1/4 do povo. AH, näo têm água mas têm Sharia!

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  7. bolas o maquiavel chegou 6 meses atrasado nos maquia a velismos pá....e questiono a sua continuação por não responder aos ...aos

    todo o peor se arrealizou...qual podia ser muy peor na realidade inda vai ser

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  8. e quan s'hagi aprovat......ben ali num é ali bábá

    bébés....

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