quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A austeridade é conversa

«Governo mandou fazer 100 livros e pagou 12 mil euros por ajuste directo a uma gráfica.

O gabinete do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, encomendou em Dezembro, à Gráfica MaiaDouro, SA, a produção, por ajuste directo, de uma centena de exemplares do programa do Governo, denominado Compromisso para uma Nação Forte.
O preço contratual foi de 12 mil euros, o que significa que cada exemplar, feito em papel couché semimate, custou 120 euros. O contrato data de 9 de Dezembro e o prazo de execução foi de 10 dias.
[...]
A capa do livro tem um fundo em tons de cinza-prata e apresenta uma ilustração em alto-relevo. Segundo adiantou ontem fonte do gabinete de Miguel Relvas, os exemplares destinam-se exclusivamente ao Governo.»

Sei que é um detalhe, mas é um sintoma e um símbolo.

Repetindo-me: «bem sabemos que são mantidas mordomias várias, e diversas formas de nepotismo, bem como aparente má gestão e uma falta de transparência que tudo indica sair muito cara, e que portanto a conversa sobre austeridade não é para levar a sério... »