segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Valeu a pena sair à rua contra o ACTA

Em toda a Europa as pessoas saíram à rua contra o ACTA. Para que o evento ocorresse em simultâneo, em Portugal a hora escolhida não foi a mais desejável, e também porque somos um país pequeno onde se vai verificando pouca mobilização política, encontraram-se no Marquês de Pombal poucas centenas de pessoas (houve também encontros noutras cidades do país, descrevo apenas aquele em que participei), grande parte delas com máscaras do Guy Fawkes já que o grupo Anonymous foi dos que mais se empenhou na mobilização deste protesto - é uma pena que não tenha havido outros a fazê-lo. Por um lado, a inconveniência da hora também permitiu uma compatibilização (cómoda, até) com o protesto da CGTP, o que teve certamente o seu lado positivo, pelo menos para mim que quis (e pude) participar em ambos.

Já em países como a Polónia, o protesto teve uma dimensão tal (a maior nos últimos 20 anos? Um polaco amigo diz-se que foi a maior desde 1989, mas não encontro nenhuma informação na imprensa portuguesa, e pouca na de língua inglesa), que levou o Primeiro Ministro a suspender a ratificação do tratado. Uma vitória! Sim, foi cálculo eleitoralista da parte de Donald Tusk, mas quando as pessoas se mobilizam influenciam esses cálculos - é a Democracia a funcionar.

E não foi tudo: o lado internacional do protesto, e neste sentido mesmo a concentração simbólica em Lisboa deu um forte contributo, levou o tema a entrar na agenda política, mesmo perante o estado de emergência que se vive na Grécia. E ainda bem, porque este tema, parecendo mais discreto pela falta de atenção que a comunicação social lhe dá (por exemplo, as pessoas souberam do SOPAPIPA pela wikipedia e outras páginas de internet, não pela comunicação social tradicional), tem implicações igualmente significativas e merece também a nossa atenção.

Quando soube que o Presidente do Parlamento Europeu criticou o ACTA, concluí que este protesto não foi em vão. Não é suficiente, precisamos de fazer mais. Mas o cinismo não é resposta: se estivermos dispostos a lutar, temos a possibilidade de vencer.

1 comentário :

  1. o jão basko o guy fawkes nã era aquele que queria um rey cathólico na inglaterra e queria acabar com o parlamento de hereges que lhe tinha dado cabo da carreira ao serviço de um soberano pope-pet?

    e ódespois dizem-se ateus adeus e aameus ó arameus

    esta moçonaria tá cheia de bloqueios

    ResponderEliminar

As mensagens puramente insultuosas, publicitárias, em calão ou que impeçam um debate construtivo poderão ser apagadas.