quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Revista de blogues (16/2/2012)

  • «Se não fosse o 5 de outubro, data fundadora do regime republicano, que permitiu ao mísero professor Cavaco – como ele considera um professor universitário –, chegar a primeiro-ministro e a presidente, ainda hoje seríamos vassalos em vez de cidadãos.

    Surpreende, pois, que quem deve o alto lugar que ocupa à data cuja memória devia honrar, permaneça em silêncio perante a ameaça de extinção do feriado que nem Salazar ousou abolir.

    Este presidente é-o de cada vez menos portugueses e goza da consideração mínima que a Constituição da República Portuguesa impõe, sem cairmos sob a alçada do Código Penal, mas isso não invalida que a sua atitude transforme o título honroso de Presidente da República em mera função burocrática cujo salário troca por pensões que lhe dilatam a remuneração mas diminuem a dignidade.
    (...)
    Esperemos que a desonra de quem decidiu abolir o 5 de outubro e ultrajar a República, por ignorância da história pátria ou por represália reacionária, seja vingada nas urnas e contestada com indignação por quem se revê no regime em que vivemos e se revolta com os protagonistas que o representam, ferindo a herança centenária que, com o 24 de Agosto de 1820 e o 25 de Abril de 1974 são as datas em que a liberdade triunfou.

    Viva a república.» (Carlos Esperança)