sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O «liberalismo» é despedir, não é deixar os homossexuais adoptar

Depois da votação de hoje, o casamento entre pessoas do mesmo sexo continuará a retirar o direito à adopção. Nada de novo, portanto. Em tempos de maioria de direita, era de esperar. O «liberalismo» é para as empresas, não para a vida privada.

Registe-se que o PCP, o partido da «democracia avançada», votou contra. Até contra o projecto do seu perpétuo aliado, o PEV. Todinho. Sem uma abstençãozita sequer (até no CDS houve uma e um voto a favor).

Muito curioso também o registo dos votos dos deputados do PS. A favor, a esquerda do PS (maioritária, uns 38 ou 39); na abstenção, os «tacticistas» (incluindo a direcção da bancada, talvez por dever de «equilíbrio»); contra, a direita do PS, incluindo figuras como José Lello, Vitalino Canas e o beato Silva Pereira (porque será que ninguém lhe pergunta se ainda é do Opus Dei? Ou só se faz isso aos maçons?).

Nota cómica do dia, o deputado monárquico Telmo Correia a invocar «o Criador» e «a natureza» como razões para votar contra. Continuem a brincar aos ultramontanos, continuem... A maioria actual não será para sempre.