quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

PS e PSD - diferenças na promiscuidade com o poder económico

É comum dizer-se, à esquerda do PS, que este último partido é quase indistinto do PSD no que toca à promiscuidade com o poder económico, ou à forma como o interesse privado de um punhado de actores é colocado à frente do interesse público.
A acusação que existe no PS uma excessiva promiscuidade com o poder económico, que existe um excessivo favorecimento destes interesses privados parece-me uma acusação justa. Já a afirmação de que o PS não se distingue do PSD a este respeito não é.

O livro «Os Donos de Portugal» foi escrito por vários dirigentes do Bloco de Esquerda (os autores são: Jorge Costa, Luís Fazenda, Cecília Honório, Francisco Louçã e Fernando Rosas).
Neste livro fala-se em detalhe sobre esta promiscuidade, e em particular são observados os percursos dos 115 governantes de áreas estratégicas (finanças, economia, obras públicas, emprego e planeamento), e são apresentados esquemas gráficos relativos aos percursos de ministros ou secretários de estado (destas áreas) em duas ou mais empresas simultâneamente.

Vale a pena ver, começando pela rede excessivamente densa do PS:



Contrastando com a rede do PSD, ninguém pode negar que existem diferenças, e são relevantes:


Voltarei a este assunto brevemente.

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