sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Pela Liberdade Ortográfica

Anda por aí um grande banzé por causa da decisão do senhor Graça Moura de não aplicar o Acordo Ortográfico (AO) na instituição que dirige. Confesso que as discussões sobre o dito acordo sempre me fizeram sono. Mas agora quero dizer qualquer coisita.

Nã chão prechijas regas orthogáficas pa náda. U pechoal êntande-se. Ache difenças ente 1 norme e a outa sã tã pequenines que chó mêmo a mauta de Humanidaches eh q nótta. Quéru la sabere dache maiúcheculas e dache minúcheculas, dus cêz q entrão ôu chaiem, i du restu q nam vô investigare. Nã maquesse nêm marrefesse. Uches corrétôres orto-gáficos ham-de tratáre diço. Acreditu, ichu chim eh imporretente, que a reprezentacham memtale q têmus da língúa despênsa mi-núdices ortogafeiras e q chó che deicha influenchiare pur ella qúândo quere. A verdád é ke se ú leitore nã fore adeveñando pelá funehtica o q tou práqui tranxmiçando neche códigu, eh 1 gramdérrimu análfabetu.

Qúantu aus ilúdídus q injénuamante axam q o AO garâmte l'afirmachon du nóço idíôma nu mumdu, eh deichá-lus çonháre. Ushes douddos nachionalichetas q prutextam pur anti-brasileirismu sam + pergigosos, mache tãobêm + tôlus. I azeditôras q julgão q vam gañare denhêru con díçionérios esqéçem q todu têxtu officiale sae hoge de compotadôrs côn corrétores dortogafia. Nus doc´s nã officialles, nus blógs, nus imeiles e nus diárrius intimus continúaremus chempre a escrevêre cômu kizermus, cômu aliaz jah fázêm us putus dus SMS´s sêm q dêchem d sentender umzazoutrus.


Nota final: os parágrafos anteriores podem parecer escritos ao estilo do mais profílico comentador das caixas deste blogue (a célebre entidade dos múltiplos pseudónimos). Devo acrescentar que não é por ele escrever com uma norma ortográfica aleatória que ignoro as suas intervenções. É por as ideias serem desarrumadas ou sem interesse. E, no fundo, é isso que interessa realmente.