terça-feira, 6 de setembro de 2011

Strauss-Kahn e a Lei

Strauss-Kahn assaltou uma empregada do hotel onde estava hospedado, sequestrou-a e tentou violá-la. Isto nos EUA, o país do chamado primeiro mundo que tem a relação mais doentia com o corpo humano e a sexualidade.

Nos EUA o sexo é geralmente considerado um acto aberrante e hostil que os homens impõem às mulheres. No primeiro ano que trabalhei aqui na universidade ouvi uma história a uma secretária, duma mulher que quando era teenager viu um homem nu e andava em tratamentos psiquiátricos desde então. No segundo ano em que estava aqui mandaram-me vestir "a parte de cima do bikini" à minha filha de dois anos. Aqui na universidade o código de conduta não me permite dizer a um colega que gosto dos sapatos dele, ou a uma colega que gosto do vestido ou do penteado dela. Proibido.

Lembram-se? Nos EUA o presidente foi quase despedido por ter tido relações consensuais com uma mulher adulta... e Strauss-Kahn violou uma imigrante e safou-se. Wow. Bem sei que as estatísticas mostram que os crimes de pessoas mais escuras contra pessoas mais claras são considerados mais graves do que os de pessoas mais claras sobre pessoas mais escuras. Mas mesmo assim... Wow. Charges dropped. Nem chegou a ser acusado.

Deve ser bom viver acima da lei.

6 comentários :

  1. O caso não é assim tão simples. Afinal de contas, a história nunca foi muito bem contada e há a questão do tal telefonema onde a senhora dizia que ia sacar muito dinheiro...

    Onde há fumo, há fogo, mas isto foi tudo muito mal contado, por ambas as partes!

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  2. Mas foi confirmada a culpa do homem? Ou por ser um sacana (sem sarcasmo) é forçosamente culpado de violação?

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  3. Filipe:

    O caso foi abandonado porque a testemunha principal - a presumível vítima - não tinha qualquer credibilidade.

    Mais aqui:
    http://www.youtube.com/user/TheYoungTurks#p/search/0/ZW3XP8dZkVQ

    Ele pode ter feito isso que dizes que fez, mas parece-me que nós não podemos saber se sim ou não.

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  4. Eu acho que os polícias que investigaram a história não faziam parte de nenhuma conspiração. Eu aposyei aqui com os meus amigos que acreditam na justiça americana que isto ia ser assim: pagavam à desgraçada e depois retiravam a queixa. Como no caso do Bill O'Reilly. E foi o que fizeram. Há um vídeo de segurança em que se vê ela a sair do quarto. Os factos são o que são.

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  5. Não tenho simpatia pelo DSK, mas causa-me urticária quando condenam alguém sem provas cabais.

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  6. Acho que nunca saberemos realmente o que se passou naquele quarto de hotel.

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