domingo, 4 de setembro de 2011

O problema do Passos Coelho

O problema deste PM é o problema da ordem política em que vivemos. Os deputados e os ministros são os paus mandados dos oligarcas e a missão deles é explicar-nos as coisas vis que os oligarcas nos fazem. Nesta conjuntura o político típico é um aldrabão sem coluna vertebral. A mediocridade passa a ser a regra, porque os mais espertos vão trabalhar directamente para os oligarcas, a ganharem muito mais e longe do escrutínio permanente dos jornalistas.

A prostituição é uma profissão bem paga, mas que pode ser degradante. Os políticos da nossa era têm que satisfazer clientes horríveis, antipáticos, se calhar com mau hálito e muitas vezes com perversões absolutamente repugnantes. A política e a presidência dos clubes desportivos são profissões para pessoas com quem nós não nos quereríamos misturar, em circunstância nenhuma.

Não há dignidade nem nobreza em nada do que esta gente faz. Ajudam os ricos a roubar-nos, roubam alguma coisita eles próprios (para os filhos), mentem e passam a vida a justificar o injustificável. Faire le trottoir na Av. da Liberdade, mesmo com a droga, as doenças e a falta de clientes que grassam entre os profissionais da prostituição, é hoje uma actividade incomparavelmente mais nobre que a política.

Passos Coelho é uma mosca entre os pesos pesados da política, que têm laços muito mais antigos e mais estreitos às mafias dos oligarcas que mandam no país, e por isso tem que andar muito direitinho e com muito respeitinho. Senão despedem-no, como se despede um caseiro.

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