sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Os monárquicos e a presidência da República

Não há como uma eleição para chefe de Estado para lançar a confusão entre quem detesta que tal acto  democrático sequer exista: os monárquicos. São deliciosamente furibundas as discussões, entre os uns que se querem juntar na abstenção aos mortos e aos ausentes no estrangeiro, e os outros que se querem adicionar no voto nulo a quem erra no sítio da cruzinha ou não tem maturidade cívica para respeitar o acto maior de votar em democracia.

Sempre pensei, na minha ingenuidade, que quem defende que a chefia do Estado deve ser reservada para uma  única linhagem de cromossomas Y devidamente assinalados não se assinalasse na secção de voto em dia de eleição presidencial. Afinal, admitem que desejam é bolsar a raiva à República na forma de dizeres de parede de casa de banho. Num país a terminar a sua alfabetização tardia (muito atrasada por certo regime anterior a 1910), os defensores da implantação da lotaria genética para a chefia do Estado arriscam-se a ser contados no menor grupo numérico do dia 23 de janeiro à noitinha.

15 comentários :

  1. as presidenciais são especiais: nulos ou brancos não são apurados. basta um único voto válido para haver eleição.

    nunca percebi a lógica mas, ficamos assim.

    ps: já vi discussões entre monárquicos mais furibundas que estas...

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  2. Estás enganado: são apurados. Da última vez foram 40 mil e 60 mil, respectivamente.

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  3. nope:

    "será eleito o candidato que obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, não se considerando como tais os votos em branco (maioria absoluta)."

    http://www.cne.pt/index.cfm?sec=0501020000

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  4. Mas são contados. E não contam nesta eleição como não contam nas outras.

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  5. isso de serem contados não causa mossa, só dá trabalho.
    não contam nas outras? pensava que sim.

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  6. São sempre contados mas nunca têm consequências. Em todas as eleições.

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  7. Claro que não interessam, interessa a lavagem de roupa suja e a paralexia constante nas notícias que saiem todos os dias. Os republicanos preferem gastar os recursos do país na telenovela venezuelana, os monárquicos preocupam-se antes de tudo com o país.

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  8. Antigamente os monárquicos chamavam piolheira ao país...
    Será que continuam ou agora disfarçam ?

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  9. caro t. mike,
    não sei se sim mas, pelo que leio por aí, os monárquicos teriam perdido o monopólio desse comentário.

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  10. ou não tem maturidade cívica para respeitar o acto maior de votar em democracia.

    é uma opção para libertar descontentamentos

    não admiti-la é chamar imaturos a 1,3% dos votantes
    é tão legítima como o voto em branco
    o nulo é o voto em negro

    negá-lo é ser racista

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  11. experimente ler as caixas de comentários do público ou do dn. são bastante informativas.
    (o que há em sintra?)

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  12. As caixas de comentários dos jornais não são informativas. A maior parte dos comentários que lá estão não seriam feitos se as pessoas tivessem que assinar com nome.

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  13. Porque não...

    Há tanta gente sedenta de protagonismo na pseudo-direita
    como na sua contra-parte esquerdista

    quem vota branco ou nulo
    não vota em candidatos

    em alternativa abstinha-se

    mas por vezes parece mal não votar

    é o síndroma salazarista
    ia-se votar para mostrar fidelidade
    ao emprego

    trabalha-se na câmara
    e não se vota....parece mal

    atão tava lá na mesa de voto
    e tu faltaste camarada

    é que o pessoal que vai para as mesas não é escolhido aleatoriamente entre a população

    como noutros estados

    estranhamente conheci muito português cuja única mesa de voto em que
    contou votos era algures nos cratões americanos

    aqui há monopólios partidários em tudo

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  14. Já encontrei o candidato que há-de levar o meu cartão vermelho às elites portuguesas, esse candidato é o José Manuel Coelho.

    Palhaço e maluco é o povo que vota sempre da mesma maneira esperando obter resultados diferentes!

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