quarta-feira, 4 de abril de 2012

PS e PSD - mais diferenças na promiscuidade com o poder económico

No texto anterior sobre este assunto escrevi: «É comum dizer-se, à esquerda do PS, que este último partido é quase indistinto do PSD no que toca à promiscuidade com o poder económico, ou à forma como o interesse privado de um punhado de actores é colocado à frente do interesse público.
A acusação que existe no PS uma excessiva promiscuidade com o poder económico, que existe um excessivo favorecimento destes interesses privados parece-me uma acusação justa. Já a afirmação de que o PS não se distingue do PSD a este respeito não é.»

O livro «Portugal Agrilhoado» foi escrito por Francisco Louçã. Este livro fala sobre esta promiscuidade, apresentando-se alguns indicadores relevantes, um dos quais corresponde à pertença, por parte dos deputados, a Conselhos de administração. Para cada bancada parlamentar, qual o número de «Conselhos de administração por deputado»? A resposta está na página 127 do livro referido:


No BE, no PCP e no PEV nenhum deputado pertence a nenhum Conselho de administração, que é exactamente aquilo que deveria acontecer em relação às outras bancadas parlamentares, para evitar conflitos de interesses e o tipo de promiscuidade que tem sido tão lesivo para o estado. Podemos observar uma elevada promiscuidade no caso do PS, mas ainda assim uma diferença relevante entre este partido e aqueles à sua direita, onde a promiscuidade consegue ser muito superior.