sábado, 21 de abril de 2012

A arte da propaganda

A crise actual teve início em 2008. E tinha uma bandeirinha lá no topo: «a desregulamentação financeira provocada pelas políticas associadas ao liberalismo de direita dá nisto». As primeiras reacções à crise foram impressionantes: grande parte da esquerda, triunfante, acreditava que tinha chegado a sua hora: «nós bem avisámos, e vocês não deram ouvidos. A crença cega na eficiência dos mercados dá nisto.», e muita direita, em pânico, reconhecia os seus erros (Alan Greenspan foi um dos exemplos mais célebres).

Mas essa situação não durou muito. Os meios de comunicação social estão cada vez mais concentrados em menos mãos, e uma propaganda bem financiada tem muita força. E para alguns, com meios e recursos para influenciar o discurso político, estas ideias que iam ganhando força não eram nada convenientes.

Hoje grande parte da população está convencida que as políticas preconizadas pelo liberalismo de direita são a solução para a actual crise. As mesmas políticas que a provocaram, e de cujo fracasso a própria existência da crise constitui prova. É essa a arte da propaganda.

Será que começam a surgir respostas transformadoras?

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