Fernando Nobre, quando lançou a sua candidatura, foi assinalado como monárquico. Numa entrevista de Fevereiro, respondeu:
- «Era monárquico? Pertenci há uns anos à Causa Real. Já não pertence e já não é monárquico? Sou simpatizante.»
Passam-se três meses e a resposta é esta:
- «É monárquico ou republicano? Não sou monárquico, sou republicano. É uma inverdade, acho isso espantoso. Pelo que me foi dito, ainda na última entrevista, o dr. Manuel Alegre salientou que até tinha apoios de monárquicos. Ninguém se lembra de perguntar ao dr. Manuel Alegre se ele é monárquico ou republicano. Eu sou português, sou respeitador de nove séculos, quase, da História de Portugal. Estou nesta candidatura para unir todos os portugueses, o que passa por unir os republicanos, os monárquicos, os imigrantes naturalizados, todos. Porque acredito que na fase em que o nosso país está não é o momento de ostracizar seja quem for. Nós precisamos de nos unir. Eu estou aqui enquanto candidato à chefia da Nação portuguesa. Posso dizer que não sou monárquico mas que respeito integralmente nove séculos da História de Portugal e que sou amigo do senhor D. Duarte, como sou amigo do Adriano Moreira, como sou amigo…»
7 comentários :
Faz-nos falta um Afonso Costa para pôr estes animais na ordem. Nesse tempo é que era.
Não é por causa do Fernando Nobre que o Afonso Costa faz falta, anónimo. É por outros. Mas concordo consigo: faz-nos falta.
Claro que faz falta de certeza que se fosse ele não existiam casamentos entre homosexuais, como no tempo as mulheres não tinham direitos como o direito de votar muito menos teriam o direito de assumir uma relação homosexual :)
Ó Ruca, vá brincar com a Rosita e deixe os assuntos sérios para as pessoas crescidas! ;)
Ruca,
O meu comentário era uma paráfrase dos desabafos habituais dos saudosos de Salazar: "No tempo de Salazar é que era bom (etc, etc)". No entanto, e como viu, este pessoal nem deu por nada e tomou-o como genuíno, o que tem tudo a ver com a postura salazarenta que estes como os outros assumem face a regimes trauliteiros. Tudo muito esclarecedor.
«No entanto, e como viu, este pessoal nem deu por nada e tomou-o como genuíno»
O Ricardo percebeu a ironia que quis transmitir, mas achou-a tão desajustada e injustificável, que respondeu como se interpretando o comentário à letra. Às vezes faço o mesmo noutas situações.
Ainda bem que amanhã em Aveiro 1200 crianças vão andar vestidas da Mocidade Portuguesa :))
Afinal o Estado Novo faz parte dos 100 anos da República :)
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