quinta-feira, 17 de junho de 2010

Revista de blogues (17/6/2010)

  1. «Como explicar que trinta anos depois, com um país mais moderno e desenvolvido os jovens vivam pior e com menos expectativas do que no final dos anos 70? (...) A queda do muro de Berlim levou muitos a achar que não havendo medo do papão comunista podiam dispensar-se os direitos sociais, a globalização levou os nossos empresários a exigir a igualização das regras do mercado de trabalho com a das economias asiáticas, a crise financeira mais recente desencadeou mais uma vaga de propostas que apontam para a destruição da sociedade que o equilíbrio social construiu ao longo de décadas.» (O Jumento)
  2. «1) foi lançada uma guerra contra o euro; 2) o ataque fez-se pelos elos mais fracos - Grécia, Portugal, Espanha; 3) estes países são governados por partidos socialistas; 4) os grandes países e economias da Europa são governados pela Direita; 5) a União Europeia não sabe reagir de forma firme e unida à “guerra”; 6) em vez disso tudo indica que aproveitará a situação para destruir o estado social como se de uma fatalidade se tratasse; 7) das reacções egocêntricas alemãs ao reforço dos nacionalismos de Direita em vários países, o clima é anti-europeu; 8)nem mais democraticidade no processo de construção europeu, nem mais integração ou reforço do governo económico estão à vista.» (Jugular)

7 comentários :

  1. nunca percebi o que quer dizer isso, do jovens de hoje viverem pior que os país. já ouvi e li tanta vez, mas nunca percebi.

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  2. Eu também não percebo!
    Parece-me que é assim como a história do "bom selvagem".

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  3. Patrícia e Miguel,
    parece-me a mim uma evidência que os jovens de hoje têm, por exemplo, menor segurança no trabalho do que os seus progenitores. Em muitas empresas há hoje uma «classe», que acaba por ser uma classe etária, de trabalhadores com contrato sem termo certo, e uma «classe», que são justamente os mais jovens, de contratados a prazo. Em segundo lugar, o desemprego é hoje menor do que era há quarenta anos atrás. E portanto é muito mais difícil encontrar um primeiro emprego do que era no tempo dos progenitores.

    Se falarem com pessoas da geração dos vossos pais, chegarão à conclusão de que era perfeitamente normal entrar na empresa/fábrica/serviço/instituto X com vinte anos e lá ficar até ao final da vida. Para um jovem de hoje, são raríssimos os casos em que isso ocorre.

    Noutro aspecto, há o facto de que era mais fácil comprar casa (com crédito barato), ou arrendar uma casa «para a vida» por uma renda que, depois da inflação dos anos 70, era irrisória. Hoje, os jovens, em particular nos centros urbanos, não conseguem casa facilmente sem a ajuda dos pais.

    Finalmente (e isto é mais «psicológico»...), a geração dos nossos pais teve uma vida francamente melhor, em média, do que a geração dos nossos avós (tempo em que a maioria da população portuguesa era rural). E nós não vamos ter uma vida francamente melhor (em termos de real poder de compra, estabilidade profissional, etc) do que os nossos pais (também em média).

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  4. Erro grave:

    «Em segundo lugar, o desemprego é hoje MAIOR do que era há quarenta anos atrás.»

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  5. ricardo, só podes estar a brincar a achar que a vida era melhor para a maioria da população antes do 25 de abril...

    qual era o nível médio de instrução e o salário médio? e pode haver algo mais mecânico e deprimente do que entrar numa fábrica ou ir para o campo aos 20 anos e lá ficar toda uma vida a repetir a mesma tarefa automatizada todos os dias?

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  6. Schiappa,
    fui bem claro: hoje há maior precariedade e maior dificuldade em conseguir emprego ou casa. Essa é a realidade. Nunca disse que «a vida», em geral, é pior do que antes do 25 de Abril.

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