domingo, 20 de junho de 2010

O que vale um ex-diretor do Público

São várias as inconsistências e incorreções neste texto de José Manuel Fernandes. Do lado dos escritores que nunca ganharam o Nobel, para além de referir incorretamente um premiado (como recorda o Nuno Ramos de Almeida), inclui pelo menos dois escritores ainda vivos (Rushdie e Vargas Llosa), que nada garante que não o venham a ganhar.
Do lado dos que ganharam o Nobel da literatura sem grande mérito, esquece-se de mencionar o mais injustificado destes prémios: o atribuído a Winston Churchill. Deve ser por Churchill ser a sua grande inspiração ideológica.
Mas nem isso é o mais importante. O que conta, a meu ver, é esta realidade: JMF lamenta sempre a “falta de reconhecimento do mérito dos melhores” por parte da nossa sociedade – desde que sejam empresários, “empreendedores”. Na hora da morte do mais reconhecido escritor português, JMF prefere desvalorizar desta forma o prémio que o imortalizou, revelando assim a sua mesquinhez e pequenez.
É verdade que Saramago não teria todo o reconhecimento universal que teve se não tivesse ganho o Nobel da literatura (embora já fosse um escritor conhecidíssimo internacionalmente quando o ganhou). Mas também que reconhecimento teria José Manuel Fernandes se não tivesse sido diretor do Público?

3 comentários :

  1. A lista do jmf1957 é incrivelmente estúpida. Na lista dos que não ganharam o Nobel, inclui Thomas Mann - que o ganhou - e escritores ainda vivos, que ainda o podem ganhar: como referes, Vargas Llosa e Salman Rushdie, mas também Ian McEwan. Finalmente, inclui uma mão cheia de escritores cuja morte aconteceu poucos anos depois do início da atribuição do prémio, em 1902: Chekov (morto em 1904), Ibsen (1906), Tolstoi (1910) ou Mark Twain (1910). A pérola é incluir o Zola, que faleceu em... 1902. Também discutível é incluir o Pessoa, que pouco publicou em vida.

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  2. Não nomeou o Shakespeare,o Molière, o Garrett nem o Herculano, já não anda mal...

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  3. Nem sequer seria reconhecido como jornalista de automóveis!

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