quinta-feira, 3 de junho de 2010

Uma democracia pode matar indiscriminadamente?

Um argumento frequentemente usado em qualquer assunto relacionado com Israel, é que Israel é a única democracia na região. Eu não chamaria uma democracia plena a um país que não garante o mínimo dos direitos fundamentais a um extracto da sua população e que em 2009 aparece em 93º no índice de liberdade de imprensa dos Repórteres sem Fronteiras, mas mesmo que fosse.
Como é que o facto de ser uma democracia serve como atenuante para qualquer atrocidade cometida fora (ou mesmo dentro) das suas fronteiras? É um argumento tão parvo como afirmar que o João por ter melhores notas que o Pedro na escola, têm o direito de lhe dar pancada e roubar os brinquedos em casa.