terça-feira, 8 de junho de 2010

Israel tem direito a existir?

Pergunta-se ali. Resposta: sim, direito a existir tem. Mas, enquanto não deixar de ser um «Estado judeu», duvido que exista em paz.

17 comentários :

  1. Tem direito a existir? Porquê?
    Só se for por usocapião.

    Com que validade é que a Inglaterra deu aquela zona aos judeus para eles criarem um estado e expulsarem de lá os seus habitantes?

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  2. Pois... mas é que Israel foi criado e existe, precisamente, por ser um "estado judeu".

    Se se defende a existência do estado de Israel, porque não defender a existência dum estado para os Testemunhas de Jeová?

    Na realidade não há nenhuma fundamentação para a existência de Israel. A criação desse estado racista e religioso foi um artificalismo do princípio ao fim e que implicou a guerra, o massacre e a expulsão da população que, efectivamente, ali vivia em 1948. Aliás, a guerra, o massacre e a expulsão dos palestinianos continua a ritmo bastante acelerado.

    Depois o meu amigo Ricardo vai dizer que isto é islamo-fascimo e tal e coiso, mas o estado de israel deve ser pura e simplesmente abolido!

    E os judeus que não se quiserem sujeitar à maioria árabe têm boa solução: regressar aos seus países de origem. À semelhança do que tiveram de fazer os colonos franceses na Argélia ou os colonos portugueses em Angola e Moçambique.

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  3. Eu sugeria transferir o estado de israel para o deserto do Sahara, ou para a Antárctida, ou então para os EUA, já que são os principais defensores destes fascistas. Mais que um estado judeu, Israel é um estado terrorista e genocida.

    Luciano

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    1. Totalmente de acordo.Só é pena que a nossa classe política continue a cantar loas e hossanas a este Estado-Pária, enquanto a comunicação social em geral tenta dourar-lhe a imagem.Recordo-me de ter visto documentários na RTP sobre Israel e a sua população absolutamente repulsivos, em que os israelitas surgiam como um espécie de filantropos, cheios de boa vontade, face a uma população palestiniana intratável, violenta e "terrorista".A comunidade israelita residente na Turquia também era descrita em termos semelhantes.Um asco.

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  4. "Só se for por usocapião. "

    Tal como praticamente todos os estados à face da terra

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  5. "Tal como praticamente todos os estados à face da terra"

    É verdade, a única diferença é a altura em que isso aconteceu.

    Há centenas de anos as invasões e guerras pelos territórios eram normais e aceitáveis.

    Entretanto deixaram de o ser. Poucos (para não dizer nenhuns) países criados por invasão de território alheio, além de Israel, foram aceites pela comunidade Internacional nestas últimas décadas.

    Até a Alemanha, responsável pela guerra mais estúpida liderada pelo líder mais estúpido ficou com o controlo total do seu pais.

    Se fosse a Alemanha a ter ficado sem parte do seu território ou os alemães terem que abandonar as suas casas para alojar os judeus perseguidos fazia mais sentido.

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  6. Sim, é exactamente o fim do estado judeu que os estados islâmicos circundantes reclamam. E nesse sentido, não parece que "paz" seja um valor a ter em conta.

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  7. No 31 da armada o David Keller escreveu este comentário que eu subscrevo totalmente, resumindo tudo como se ele dissesse "branco é galinha o pôe"
    No 1° parágrafo o David fica deslumbrado (também eu) perante tanta ignorância na blogosfera , seja no esquerda republicana, seja no 31 da armada. E eu pergunto se o pessoal é cego voluntáriamente ou terá chegado a doutor sempre por passagem administrativa?

    "Muita indignacao e pouco conhecimento historico abundam nestas caixas de comentarios.

    Em primeiro lugar, sempre existiu uma comunidade judaica (minoritaria) no medio oriente, cuja populacao aumentou de forma consistente nos ultimos seculos, mesmo antes da segunda guerra mundial.

    Em 1947, as Nacoes Unidas definiram um plano para que a designada "zona da Palestina" fosse dividida em dois Estados independentes. Jerusalem seria uma cidade independente, administrada pelas proprias Nacoes Unidas.

    A comunidade Judaica aceitou a proposta, porem a comunidade muculmana, juntamente com os paises vizinhos (leia-se Egipto, Siria, Iraque, Libano, Arabia Saudita, e Jordania), rejeitaram o plano, iniciando uma ofensiva militar conjunta, no que veio a ser a guerra Israelo-Arabe de 1948.

    Muitas das zonas ocupadas actualmente resultam ainda de territorios conquistados durante esta guerra. Desta situacao podemos pensar que territorios conquistados num contexto de guerra declarada, especialmente quando essa guerra foi iniciada pelos "perdedores", possuem alguma legitimidade. Caso discordemos disto, temos de repensar todos os territorios conquistados e reconquistados pelos diferentes paises ocidentais, e que definem as suas fronteiras terrestres actuais.
    Obviamente que podemos pensar que esse estado de coisas e humanamente insustentavel e que a devolucao de territorios tem de ocorrer. Muito bem, tambem concordo com isso. Porem qualquer pessoa minimamente inteligente e razoavel tem de admitir que tal situacao so sera possivel caso haja uma cessacao das hostilidades para com Israel. Ate la, a ocupacao estes territorios continua a ser perfeitamente justificavel, do ponto de vista militar e de seguranca interna. Para a situacao mudar e preciso que esta justificacao deixe de fazer sentido. E todos nos sabemos que ainda faz, porque a actividade contra Israel continua bastante activa.

    O Estado Palestiniano so sera viavel quando o ocidente deixar de ser permissivo, apoiante, e conivente com os movimentos terroristas que actuam na Palestina, e acima de tudo abusam do nome da Palestina para criar violencia contra o povo Judeu."

    O que é espantoso e absurdo são os democratas canhotos apoiarem incondicionalmente a banda islamo-terrorista do Hamas como o faz qualquer idiota útil das hordas muçulmanas. Se até a Autoridade Palestiniana reconhece o Estado de Israel, e depois da NU terem votado a sua criação por unanimidade menos um voto, os anti-semitas e anti-israelitas querem ser mais maometanos que maomé.
    sempalasnosolhos

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  8. O anónimo das 17:29

    Ou mente conscientemente ou faz o papel do idiota útil.

    Basta dizer o seguinte: antes da IIª Guerra Mundial, o movimento sionista procurou instalar a "terra prometida" em sítios tão díspares como a Patagónia ou Angola!! Isso está documentado. Portanto, sobre o direito aos judeus ocuparem a Palestina estamos mais do que conversados. Só não se instalaram em África porque Salazar não autorizou!

    A conversa sobre a tal emigração judaica em massa para a Palestina anterior à guerra é isso mesmo: conversa! Também existia e existe uma comunidade cristã na Palestina. Pelo seu modo de pensar, o Papa deveria incitar a novas cruzadas para dotar os cristãos do seu próprio Estado. Está a ver, não é..?

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  9. Como sugerem os defensores da abolição do Estado de Israel que se proceda à saída dos israelistas? Estou a falar principalmente dos israelitas já nascidos em Israel. Se eles se recusarem a abandonar a terra que é sua e se se propuserem a lutar por ela, deverão ser extreminados?

    Já agora, o que é feito do "a terra é de quem a trabalha"?

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  10. A essência de Israel é, precisamente, ser um Estado judeu.

    (Tal como, aliás, a essência de Portugal é ser um Estado português.)

    A questão completa é se Israel tem direito de existir enquanto Estado judeu e naquele território particular.

    Luís Lavoura

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  11. Acho que ninguém compreendeu o que eu queria dizer, com a possível excepção do Luís Lavoura.

    1) Um Estado que existe para proteger uma religião é uma anomalia. E isto é verdade quer se chame Vaticano, Tibete, Irão ou Israel.

    2) Grande parte dos problemas actuais de Israel resultam de ser um Estado judeu, e não ser um Estado para todos os cidadãos, independentemente da religião. É por ser um Estado judeu que Israel continua a discriminar a população não judia.

    3) O maior mal deixado pelos britânicos nem terá sido deixarem os judeus europeus colonizarem o território, mas sim a partição em dois Estados divididos pela religião (que na Índia também deu péssimos resultados). Se tivessem optado por um único Estado, laico e democrático, talvez se tivesse poupado muito sangue.

    4) A solução dos dois Estados, em 2010, depois de todo o sangue que correu e de os dois lados se terem radicalizado em extremismos de sinal oposto, pode ser a única. Infelizmente.

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  12. Ricardo, tu escreves:

    "O maior mal deixado pelos britânicos nem terá sido deixarem os judeus europeus colonizarem o território"

    Mas a migração em massa de judeus para a Palestina, tendo em conta a exiguidade e pobreza do território, levaria sempre ao que sucedeu desde então - expansionismo sionista à custa da expulsão/opressão da população árabe...

    Mas na verdade, não se tratou de simples "emigração": Estados Unidos e Inglaterra concordaram com a criação artificial dum estado religioso, judeu, à custa do esquartejamento duma terra já habitada e habitada (muito) maioritariamente por uma população
    não judia.

    Recuando um pouco mais no tempo, até poderemos chegar à conclusão que o "pecado original" foi a ocupação franco-britânica do médio oriente logo após a Iª Guerra Mundial e o consequente desmembramento do antigo império otomano.

    Mas enfim, então tal como hoje, a usurpação ocidental das riquezas da região falou mais alto que o direito à autodeterminação das populações árabes (e já agora também curdas)...

    A ideia de "2 estados" no papel é bonita, mas na prática impossível porque esquartejada, a Palestina árabe não teria viabilidade económica para sustentar com um mínimo de dignidade a sua população. Isso aliás corresponderia à criação dum Bandustão (de triste memória na África do Sul do Apartheid) árabe.

    E a analogia com o apartheid é interessante: antigamente também havia quem dissesse que no dia em que a maioria negra tomasse conta da África do Sul, a população branca seria atirada ao mar...

    Hoje sabemos que não foi assim e, certamente, amanhã iremos descobrir que, quando a Palestina for um Estado unitário, mas multiétnico e laico, os judeus também não serão atirados ao mar pela maioria árabe.

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  13. Quando Israel não respeita os direitos Humanos deve ser criticado e chamado à razão. Certo.

    Mas, quando o extremismo/fundamentalismo árabe comete os seus atentados também deve ser denunciado. Mas o Sr. Ricardo Alves esquece-se sempre. São de esquerda, logo são Santos. Por isso, passa-se uma esponja sobre o assunto.

    Como isto, por exemplo: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/explosao+em+casamento+deixa+pelo+menos+40+mortos+no+afeganistao/n1237657672214.html

    Fico contente por ver o Sr. Ricardo Alves a postar a toda a hora e momento. Ao contrário da generalidade da população Portuguesa, deve ter uma excelente profissão. Também queria um tachito assim, para puder passar o meu tempo na internet.

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  14. Senhor anónimo das 11:08 PM,

    1) Não considero que o extremismo árabe, seja isso o que for, seja «de esquerda».

    2) Tenho escrito imenso sobre o islamismo, incluindo sobre o terrorismo. Pode ver aqui:

    http://esquerda-republicana.blogspot.com/search/label/Islamismo

    Já dei este linque a uma pessoa anónima, não sei se a mesma.

    3) As horas dos posts programam-se.

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  15. Muito bem Ricardo. Excelente organização de programar os tempos que dedica ao Blog.

    Mas cuidado, se eu descubro que pasa mais de 40h semanais a trabalhar no blog, eu acuso-o ao Jerónimo :)


    Bom fim de semana.

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  16. Anónimo,

    Pois, como viu que nenhuma das críticas que fez colhia, como o Ricardo rapidamente as demonstrou como injustas e infundadas, resta-o essa acusação sem sentido.

    Ser desalinhado é assim - tão depressa nos acusam de ser o «blogue oficial do BE» num post em que critiquemos o PS, como o «blogue oficial do PS» num post em que critiquemos o BE ou o PCP. Só faltava realmente sermos acusados de ser um blogue da CDU. Foi desta.

    Sobre o ismamismo é a mesma coisa: já recebemos dezenas de comentários a chamar-nos (injustamente) islamofóbicos. Depois temos outros que nos acusam de ignorarmos o extremismo islâmico.

    Quando se dizem as verdades, sem clubes, apanha-se de todos os lados. É bom sinal, é sinal de que criticamos onde doi, e de que quem nos quer criticar não o consegue fazer com argumentos, mas apenas com acusações infundadas.

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