sexta-feira, 12 de março de 2010

O candidato excêntrico

Fernando Nobre iniciou a sua campanha dizendo que o seu «espaço político» não estava definido «à esquerda, à direita, ou ao centro». Lendo as declarações excêntricas das últimas três semanas, começa a parecer que o seu real espaço político é o dos extremos. Ambos os extremos.

Na primeira entrevista, afirmou que o Hamas e o Hezbollah não eram «terroristas» mas sim «resistentes» (piscar de olho para o extremo esquerdo), assumiu-se monárquico e insistiu na questão de Olivença (piscar de olho para o outro extremo). Questionado sobre um referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, respondeu que referendada deveria ter sido... a participação portuguesa na guerra do Iraque (um referendo a uma guerra?!).

Vem agora defender exames médicos periódicos para os titulares de órgãos de soberania, incluindo... o «rei»: «de três em três meses ou de seis em seis meses o povo saber que o seu rei, o seu Presidente da República, o seu Primeiro-Ministro está em condições de saúde para continuar a exercer as suas funções». Ah. Só uma perguntinha: se não estiver, quem demite o rei, perdão, o Presidente?

Enfim. Uma colecção de extravagâncias. Ou excentricidades (etimologia: fora do centro).

Felizmente, existe Manuel Alegre.