segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Uma câmara em cada esquina

É um silencioso mas determinado passo rumo ao Estado policial: o governo que infiltra paisanos nas manifestações aprovou o uso generalizado de câmaras de videovigilância nos espaços públicos. O que até agora era tentado pelas câmaras municipais e travado pela Comissão Nacional de Protecção de Dados, será com este «liberalíssimo» governo decidido pelas polícias (pelas polícias, note-se bem) sem que a Comissão as aborreça.

Numa apropriada demonstração de duplipensar, o responsável político por esta lei de invasão de privacidade deseja que a prática de filmar pacatos cidadão na rua seja conhecida como «vídeo protecção» e não como «videovigilância». E agita o espantalho do «terrorismo» (ainda e sempre o terrorismo). O secretário de Estado chama-se Filipe Lobo d´Ávila, merece uma medalha da Eurásia, e é do mesmo partido de um certo Paulo Portas que já defendeu videovigilância, perdão, vídeo protecção nos bairros sociais.

P.S. Os protestos dos pseudo-liberais devem estar a sair a qualquer momento.

P.P.S. (No Blasfémias, Gabriel Silva já se tinha pronunciado.) -> Acrescento posterior.