quarta-feira, 23 de julho de 2008

Uma câmara em cada esquina

Parece que o que está na moda é mesmo vigiar os cidadãos, seja escutando as conversas que têm ao telefone, seja filmando-os na rua. Agora, é Paulo Portas, esse imitador pós-moderno de Salazar, que teve esta ideia brilhante:
  • «É nossa obrigação perguntar: o que espera o Governo para ter videovigilância nos bairros sociais com maior incidência de conflitualidade e violência?» (Público)
Comecem por instalar câmaras de filmar nos bairros sociais: se resistirem às pedradas dos putos, a seguir podem instalá-las à porta dos «supermercados da droga», das casas de passe, dos bares gay, etc. O Estado tem o direito, talvez mesmo o dever, de saber o que os cidadãos fazem na rua.

E eu diria ainda mais: o que espera o Governo para instalar videovigilância em casa das pessoas, à maneira do mundo do «Big Brother» (o original, não o programa de televisão)?

A tragédia é as pessoas lerem Orwell achando que o 1984 só acontece aos outros.