terça-feira, 15 de novembro de 2011

Democracia e Aristocracia - II

Aparte das questões de liberdade e poder, qual é o regime político que servirá melhor o bem comum (contribuirá para a máxima prosperidade, equidade, menor criminalidade e violência, etc)?

Para fazer esta avaliação importa dividir os erros que um governo (ou classe governante) pode cometer em dois tipos: erros por «ignorância», e erros por «parte interessada». Por sua vez, é possível dividir cada uma destas categorias:

Erros por «ignorância» são erros em que a decisão é desfavorável para os governados não porque os decisores tenham tentado tirar partido dos primeiros, mas sim porque não foram capazes de identificar a melhor decisão possível.

Isto pode acontecer por duas razões: ou um pequeno grupo dentro dos decisores identificou aquilo que mais lhes convinha, e - sabendo que não convinha à generalidade dos outros decisores ou governados - foi capaz de os persuadir e enganar; ou ninguém tentando enganar ninguém, a decisão colectiva prevalecente simplesmente não é a que mais convém aos decisores ou governados, mas é adoptada, fundamentalmente por equívoco.

Erros por «parte interessada» são erros em que a decisão é desfavorável para os governados, mas favorável para os decisores. Novamente, ela pode ser de dois tipos: ou há má fé assumida e explícita, onde os decisores não sentem qualquer empatia pelos governados, e assumem claramente que aquilo que estão a fazer não é no melhor interesse destes, mas sim no seu; ou existe um enviesamento cognitivo no qual os decisores acreditam que a decisão que tomaram é no melhor interesse dos governados, mas o seu juízo está toldado pois quando existe um conflito de interesses é difícil ser um juiz rigoroso em causa própria.

Que tipo de sistema governativo minimiza cada um destes erros?

Os erros por «ignorância» são minimizados por um sistema aristocrático. Se os decisores tiverem tempo para estudar aprofundadamente as consequências de cada decisão (por exemplo, não tendo outra profissão que não essa), se dominarem as questões técnicas que possam estar envolvidas (de direito, de economia, de sociologia, etc.), se tiverem um conhecimento aprofundado de história, de filosofia, jornalismo, estatística, e muitas mais áreas do saber, de forma a poderem exercer um juízo crítico em relação aos dados a que têm acesso, e melhor debaterem, reflectirem e ajuizarem as suas conclusões, menos erros por ignorância são cometidos pelos decisores.

Os erros por «parte interessada» são minimizados por um sistema completamente democrático, com total e completa participação. Se os decisores e governados forem o mesmo grupo, qualquer que seja a decisão, e forem respeitados os direitos individuais das minorias, é virtualmente impossível cometer um erro deste tipo.


Note-se que não importa apenas minimizar erros dos dois tipos. As questões de liberdade e poder, que coloquei de lado no início de texto, são absolutamente fundamentais para o bem comum.

De qualquer das formas, é curioso observar como o sistema de democracia representativa que surgiu na Europa e nos Estados Unidos no século XVIII parece ser um equilíbrio entre estes sistemas.

Por um lado, leva à criação de uma classe política de índole aristocrática - no sentido grego do termo - mas por outro lado o poder dessa classe é conferido voluntariamente por todos os cidadãos (sendo que inicialmente só era conferida cidadania a uma parte muito restrita da população, mas felizmente essa realidade foi mudando). Isto não só confere ao sistema uma componente democrática, como, ao colocá-la na base do sistema, torna o sistema mais compatível com os ideais de liberdade e justiça a que aspiramos.

O sucesso deste híbrido - a democracia representativa - foi tremendo. Rapidamente passou a ser considerado um modelo «exemplar» por cidadãos em todo o mundo, exercendo um apelo estético em pessoas de culturas muito diferentes, tais como Nelson Mandela e Mahatma Gandhi. Em resultado disso, depois de ter conquistado quase toda a Europa e a América do Norte, já é a forma de governo dominante na América do Sul, numa parte significativa da Ásia e está a ganhar terreno em África. Em termos formais existem muito poucos países que não alegam ser democracias representativas.

Mas será que continua a ser o modelo ideal? Ou será que outras mudanças que aconteceram no mundo terão alterado o equilíbrio ideal entre a componente aristocrática e democrática do actual regime político?

7 comentários :

  1. erros são estocásticos...

    olha que o finado reitor nã te deve ter dado aulas....

    meninos erros são estocásticos...era a catch frase

    catch 22

    ou como dizia o Pinto ...eu estive nas revoltas universitárias

    mas não sou contra as élites
    (obviamente que não corpos que se auto-canibalizam num eboluem)

    percebido ó Basquinho?

    foste ao enterro do teu reitor....

    um grande homem...a quem não temos de pagar reforma
    o qué bom que durante os anos na JNIC e na FCT já custou muito

    o mesmo podiamos dizer do gago do lumiar

    Bocês tinham química?
    já num malembro

    de qualquer modo com 29 (ou se calhar já 30)
    és de 1999 (ou seja um universitário vindo directamente da infantitude rasca

    percebido men meu?

    nah?

    chakula maiê

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  2. After a couple months, it's become obvious to me that there's little point in keeping this jã basquismus going.
    It's been a great run here at Juã Bascus Canhotusrepublicanus etlaicus ma non maçon

    I've enjoyed my time here and it's been a great boon to my career as hobo, but 31 the Armada Blogas has taken off beyond my wildest dreams and there's no point in dividing my output anymore.
    So please join me at the new hospicium for rare species like
    Canhotus respubicanus e Masson perritanus and now only é a oferta de uma vida boy (e 500 contos de pago ao dia....em notas de 100)
    que devem dar para comprar fósforos

    ó tu que fumas

    capisces?

    nein?

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  3. go de volta
    para para
    the hospital brioche e palavras avulso
    de onde where ou donde
    you saiste.

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  4. o Jão basco tá com falta de imaginação nos insultos?

    até o hermanu de krippahl fazia melhor e tinha graça...

    tem falta de competências coitadinho...

    Canadá 1,1 dólares por dólar americano

    Massa monetária americana aumentou 15% (mais se se contar a dívida emitida a curto prazo)

    não existiu nem desvalorização notável nem inflação....que se

    aaah ,,..és demasiado estúpido ideologia farfalhante

    o País A + o país B

    és um híbrido Sokras-Guterres

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  5. mute futebol e drogas pesadas destroem a capacidade de gerar insultos de gêtu

    é a geração à risca (de coca)
    Tenho de por tudo porque o Jão Basco
    nã percebe as su(b)tilezas

    e ainda dizem que os universitários conseguiam ler as mensagens com letras em falta (se tivessem feito o estudo em Portugal...chiça)

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  6. ai jã basquinho filho tens mais identidades cu mê primo chique navalha...se te alimparem ALGUMA COISA aí de casa telefona-me moço queu arranjo maneira de recuperares uns 20 %...a preço con vidativo

    aqui já nã há muito para alimpar

    e a famelga navega pra norte
    óia pá tenho aqui uns registres talafónikes como da outra bez

    nã fizestes recidiva du tê comportamentório antrior nã?

    felicidades ó fedelho fascista-da sinistra..
    ê tamém sou canhoto puque na dextra só me restam dois dedos...

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