sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O imposto Ryanair


Michael O'Leary numa campanha publicitária da Ryanair

Em tempo de vacas magras o milionário Michael O'Leary é um dos maiores beneficiários de subsídios, ajudas, subvenções e programas regionais em toda a Europa. E esta é uma das suas principais fontes de lucro, obtida frequentemente após chantagem em que ameaça retirar os seus aviões da região. Tal como suspeitava, Portugal não é excepção, desde Dezembro de 2007 foram atribuídos 15 milhões de euros às companhias apelidadas de "baixo-custo" (na realidade o custo total da viagem é muito semelhante às outras companhias e muito mais caro se algo correr mal). Relembro que a Ryanair foi já condenada a devolver 4,5 milhões de euros que recebeu da região da Valónia para operar em Charleroi. A Ryanair estima um lucro de 440 milhões de euros em 2011.

Na prática trata-se de um imposto sobre a fortuna ao contrário. O contribuinte paga aos milionários para estes obterem ainda mais lucros. Os benefícios da Ryanair para turismo do país são muito duvidosos. Faria muito mais sentido estimular o turismo suprimindo portagens nas regiões fronteiriças (as populações locais sentem bem no pêlo os estragos das portagens) do que subsidiar companhias que podem ser substituídas por outras que na prática oferecem custos totais semelhantes e um serviço com maior qualidade.

13 comentários :

  1. "o custo total da viagem é muito semelhante às outras companhias e muito mais caro se algo correr mal"

    Porque diz isto?

    Sempre ouvi dizer que as viagens nas low cost são muito mais baratas. Isso não é verdade?

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  2. Este post faz uma confusão desgraçada entre subsídios a uma companhia e subsídios ao seu proprietário.

    Poder-se-ia também dizer que os subsídios à companhia são subsídios aos seus trabalhadores?

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  3. Os trabalhadores têm salários fixos, que eu saiba, Luís Lavoura.

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  4. Luís,

    quando somas os custos todos da tua viagem entre um ponto A e um ponto B, o preço total pode ser 20000% mais caro do que o preço que aparece inicialmente no site da Ryanair. Um exemplo baseado numa experiência minha:

    1- No site o bilhete Bruxelas(Charleroi)-Bolonha(Forli) custava 0,99 € (99 cêntimos).

    2- Para ir de Bruxelas a Charleroi pagas 14,99€ num autocarro deles. 30€ ida e volta.

    3- Por uma mala até 15 kg pagas 30€ ida e volta. Já vamos em 60 €.

    4- Tenho 1,94m, cada sapato meu pesa quase um quilo. Aconteceu no inverno levar muita roupa quente na mala. Resultado 18kg, ou seja 3kg a mais. A 20€/kg. Paguei 60€. Mais 60€ na volta. 120€ de excesso de peso. Somando as outras parcelas temos 180€.

    5- Forli-Bologna 10€ de autocarro, 20€ ida e volta.

    6- Preço total da viagem: 200€

    Com a Brusseles Airlines arranjam-se ida e volta para Bologna, mesmo Bruxelas e mesmo Bolonha entre os 160 e os 220€. Sem chatices, com conforto e sobretudo sem tratarem o cliente como um atrasado mental.

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  5. Luís,

    Na Ryanair os trabalhadores pagam tudo, inclusivamente as acções de formação, têm salários baixíssimos, a rondar o salário mínimo do país onde estão baseados e só recebem mais se conseguirem vender muita tralha dentro do avião (cupões, bebidas, cigarros, etc.). Têm que se sujeitar a testes de despistagem de drogas (ilegais) e a fazer horas de trabalho bem superiores ao permitido (que eles contornam brincando com as lacunas legislativas inter-países).

    O lucro vai todo para o bolso da direcção, ou seja para o O'Leary.

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  6. O Rui Curado nem sequer fala dos casos em que há atrasos com perda de ligaçöes/desvio para outro aeroporto. As "läu cosste" näo se responsabilizam por nada.

    Veio nas notícias á pouco tempo uma dessas, o aviäo estava täo atrasado que o aeroporto previsto estava já fechado, desviaram para outro a 100km... "e você que se amanhem". Os passageiros recusaram-se a sair do aviäo, a tripulaçäo abandonou-os lá dentro (e é legal fazer isso?), inclusive trancando os WC. Ao fim de longas horas desta "greve à saída" lá desencantaram um autocarro.

    Só em casos raros vale a pena, tipo Lisboa-Dublin, sem malas. De resto...

    O barato sai bem caro.

    As low-cost nos EUA duraram uns 5 anos. Lá näo houve subsídios dos governos para "incremento do turismo", nem construçäo de novos aeroportos de raíz só para elas. Resultado: pifaram.

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  7. Porca vacca!
    Eles vendem Forli como "Bolonha"??? Forli que está a 75km de Bolonha?
    Bem, mesmo Charleroi está a 65km de Bruxelas...

    Entäo bota mais 2 horas extras no tempo de viagem. Tempo também é dinheiro!

    RCS, na Brussels Airlines ainda däo qualquer coisinha para morder? Isso nas "low cost" é muito "high cost"!!!

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  8. Em tempo de vacas magras?
    Cê num enxerga mesmo...é cada pernão

    a celulite ai dava para encher 20 vacas magras e ainda sobrava

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  9. Professor viaja que se farta ehn Maquiavel

    cê num ce chama António e foi ver o Grande Canyon nos idos de ....



    Só em casos raros vale a pena, tipo Lisboa-Dublin, sem malas. De resto...

    O barato sai bem caro.

    As low-cost nos EUA duraram uns 5 anos. Lá näo houve subsídios dos governos para "incremento do turismo", nem construçäo de novos aeroportos de raíz só para elas. Resultado: pifaram.

    ê nunca em low cost...só em high cost
    há carradas de anos qui num voo

    e como as coisas bão
    nem em low nem em high

    só voo em escudos

    e os próximos já nã devem dar pra aboar não...
    500 contos o bilhete é low cost
    e a lata de sardinhas a 5 contos?
    e um garrafão de tintol a quanto?

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  10. ó kamarada a rússia tem ou tinha portagens de 50 eurros para entrar

    e eram charters de portugas a entrar lá pra dentro...muito mais do que quando era de graça

    e eram os sovietes que nos pagavam o al moço e o al velho

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  11. Na ryanair não tenho qq experiência. Na easyjet e na vueling já voei várias vezes e que me desculpem os autores deste post mas muito mais barato do que os voos das companhias regulares e exactamente para os mesmos aeroportos. Em todo o caso é preciso ver qual era o cenário antes destas companhias existirem para se perceber que para quem viaja é globalmente melhor esta concorrência. Não se esqueçam dos preços proibitivos que existiam nos voos na Europa ... Quando às cidades subsidiarem esses voos não me parece também que o artigo seja justo (independentemente da execução poder ser fraudulenta) porque a questão é que esses subsídios em principio pretendem fazer com que a industria turística se desenvolva e logo que existam receitas para a região. O contribuinte "nacional" ou regional paga isso sim para que outros contribuintes "regionais" sejam beneficiados no seu negócio. É justo e é um bom negócio para o país/região em causa? Depende de quanto se pagar versus quanto se recebe, em todo o caso o artigo não faz essas contas.

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  12. Ricardo Alves,

    os trabalhadores são mais, e têm menos temor de ser despedidos, quando a companhia para a qual trabalham prospera.

    Ajudar a Ryanair é ajudar a que esta contrate mais trabalhadores, e não despeça os que tem no ativo. E dar hipóteses de promoção a esses trabalhadores.

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  13. Ajudar a Ryanair é ajudar a que esta contrate mais trabalhadoras mais novinhas e vá pondo fora as mais velhotas uma coisa que até a aer lingus fazia...e era púbica

    A Ryanair assi como muitos supermercados nacionais tem grande mobilidade de pessoal

    e nã contrata velhotas...

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