terça-feira, 26 de outubro de 2010

E pronto

Atravessei uma rua numa passadeira em Lisboa. Era um local com visibilidade perfeita, já que não havia carros estacionados. Um carro, o único carro da rua, não gostou de ter que me deixar passar; enquanto eu atravessava, o condutor, que não chegou a parar, acelerou, de forma intimidatória, de modo a fazer-me atravessar mais depressa. Soltei um palavrão alto. Parecia que o condutor estava com muita pressa, mas afinal teve tempo o suficiente para travar e perguntar-me se "não sabia que tinha que parar antes de entrar numa passadeira". Após a incitação à violência promovida pelo Automóvel Clube de Portugal que relatei aqui, cenas como esta tornar-se-ão cada vez mais vulgares.