sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A crise não chegou nem à Madeira nem ao aparelho repressivo do Estado

Há aqueles para quem a crise não existe.

Na Madeira, o parlamento da autarquia regional aumentou em 5% o subsídio aos partidos: passa para 5.5 milhões de euros, dos quais a maior fatia (3.9 milhões) vai (adivinharam) para o PSD local. Para comparação, registe-se que a Assembleia da República gasta menos de um milhão de euros nos mesmos subsídios aos partidos. Mas a Madeira é um carnaval, ninguém leva a mal.

No Ministério da Administração Interna, outros cinco milhões de euros serão gastos em «viaturas blindadas, equipamento "repressivo" e de protecção pessoal para a PSP», que servirão, pasme-se, para conter a invisível «ameaça terrorista» durante a cimeira da OTAN. Não sei porquê, não imagino a Al-Qaeda a fazer um ataque de rua, portanto resta saber contra que multidão Rui Pereira quer fazer avançar os seus  seis-blindados-seis. Mas o mais cómico é que não é garantido que cheguem a tempo da cimeira. Portanto, se calhar são mesmo para alguma multidão que se queira manifestar violentamente nos próximos meses...