terça-feira, 19 de outubro de 2010

Revista de blogues (19/10/2010)

  • «Mira Amaral está revoltadíssimo. Apesar de também ter tido as suas responsabilidades na situação do país, como ministro da Indústria de Cavaco Silva, de 1987 a 1995. Foi ministro no período de vacas gordas com grandes ajudas financeiras da Europa. E quais foram as grandes reformas do cavaquismo de que era ministro? Que resultados trouxeram aquelas ajudas? Desindustrialização, ruína das pescas , diminuição da área de  vinha para diminuir a produção vinícola nacional e também para nos tornarmos recordistas na compra de Lamborguines no fragilizado Vale do Ave e em Jeep’s “IFADAP” nos "campos agrícolas" de Lisboa. Mira Amaral está revoltadíssimo e terá as suas razões, apesar da reforma de 18.156 euros mensais que lhe é paga pelo Estado, desde 2004, aos 56 anos de idade, por ter estado 18 meses na CGD, para onde foi a convite do Governo do PSD que aceitou pagar-lhe a reforma de luxo (com o dinheiro dos contribuintes é fácil ser-se generoso).
    Está revoltadíssimo apesar de, como presidente do CA do Banco BIC, somar à reforma uma remuneração várias vezes superior àquele valor.
    » (Puxa Palavra)
Ontem, no Prós e Contras, Mira Amaral gritava para Carvalho da Silva: «eu não sou rico!» Está bem. Ele não é rico, é pobre. E nós também: pobres, mas só mais pobres do que ele. Pobríssimos.

3 comentários :

ava n'tesma disse...

no Alentejo a área vitivinícola aumentou e aumentou a qualidade do vinho "subjectivo" pelo menos o valor e a aceitação

foi das poucas coisas positivas

a destruição de adegas cooperativas de pequena dimensão como a de Tavira resultaram mais do excesso de funcionários e do seu salário
do que do arranque da vinha pelos algarvios
que de resto replantaram boa parte

e foi um mau governo cavaquista
mas o Mira Amaral fez alguma coisa
inclusive na agro-indústria

podiam ter feito mais com aqueles recursos?
isso podiam ter feito muito mais
e fiscalizado
que os projectos que só existem em papel...

contrariamente aos Capoulas do P.S
e P.S.D que foram ministros agriculitos

Luís Lavoura disse...

Mira Amaral, de facto, não é rico. Ele é "classe média".

Hoje em dia não é delicado dizer-se de alguém que é rico. Diz-se que é "classe média". (Também nunca se diz que uma pessoa é "gorda", isso é indelicado; diz-se que é "forte".) A "classe média" é a expressão com que hoje em dia se designa as pessoas ricas.

Por exemplo, diz-se que os impostos recaem sobretudo sobre a "classe média", que é como quem diz, eles recaem sobre os ricos.

Akbar disse...

deve ter uns milhões de euros

mas não chega aos 4 milhões de contos que o excelentíssimo Presidente declarou na 1ª ou 2ª candidatura

um deputado ganha 40.000 euros anuais
creio

um indivíduo que raramente ultrapasse os 14.000euros/anuais
ou que na Inglaterra raramente passe das 20.000 libras

mas nunca gaste grande coisa
e use um blusão de cabedal que é mais velho do que ele
nunca compre carro em seu nome

e tenha uns trocos
por ter acumulado o que ganha um
administrador de uma empresa pública num ano

será considerado rico?

é demagogia

conheço professores universitários e chefes de divisão com ordenados
de 30 ou 40.000 anuais

que não têm um tusto
gastam tudo
vão a restaurantes a 100 euros por cabeça

há mestres de obras milionários
e há construtores cheios de dívidas

há gente que ganha 60.000 por ano tem 2 filhos num colégio MODERNO
é reformado de uma empresa pública aos 55 anos
tem empresas que fornecem 500 mil euros anuais ao estado e a empresas do estado

e tem somente 500 mil no Banco

o resto torra-o em viagens festas e uma casa que comprou por 1 milhão

mas da qual só paga 650 euros por ano ao fisco...

por isso é rico quem ganha muito?
Quem poupa muito?

ou quem gasta muito?
qual é a definição pseudo-esquerdista de rico

um mecânico de sucesso com 50 ou 60 reparações por mês a 3000 euros em média por reparação será rico?