terça-feira, 8 de maio de 2012

As verdadeiras razões do Pingo Doce

Muita gente de esquerda reagiu epidermicamente, e no meu entender prematuramente, à operação do Pingo Doce no dia 1º de Maio. No momento, pareceu-me uma tentativa de dar um golpe na concorrência, dado que uma cadeia de supermercados vista como jogando em «segmentos mais elevados» deveria estar a perder os exactos clientes que conseguiu chamar na semana passada. Agora, confirma-se: «a cadeia de supermercados assumiu recentemente que iria apostar numa política de preços baixos e na marca própria como estratégia para contornar a redução do consumo e, em consequência, no volume de vendas».

É evidente que também houve uma intenção política na escolha da data mas, do ponto de vista de um gestor de um grande grupo económico, esse é um ganho colateral.

6 comentários :

  1. Gosto muito de textos que se autointitulam "verdadeiros". Tu és o dono da verdade, portanto?

    É possível que "do ponto de vista de um gestor de um grande grupo económico, esse é um ganho colateral", mas o ponto de vista de esquerda dificilmente coincide com o ponto de vista de um gestor de um grande grupo económico. Em nnenhum dos meus textos excluí o que disses, e nem vejo onde isso contradiga o que escrevi. Não vejo onde possa estar a reação "prematura".

    O problema de muitos burgueses de esquerda (não estou a dizer que é o teu caso) com o Pingo Doce é que, provavelmente, os produtos do Pingo Doce têm uma qualidade superior. Pode bem ser que assim seja. Paciência. Não consta que o Álvaro Cunhal tivesse produtos de qualidade quando estava na clandestinidade, e muito menos na cadeia. A qualidade é reacionária.

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    1. 1) Não sou dono da verdade. Acho é que a política não nos pode alienar de procurar a verdade (no caso, a verdade económica).

      2) Acho mais importante para a esquerda entender o que se passa na economia do que reagir ao «atentado» ao 1º de Maio.

      3) Não penses tanto no Álvaro Cunhal. A falar do que sofreu na prisão dessa maneira, pareces um católico a falar de um santo da ICAR...

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    2. Cê num é me enganava pô

      a democracia grega num´é a busca da verdade?

      e a verdade é que somos todos gregos logo...

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  2. FM, quais os produtos do Pingo Doce que têm uma qualidade superior aos do... Lidl, por exemplo?
    Ou tu és mais uma das vítimas do marketing, que vê "preço mais alto"="maior qualidade"?

    Faz entäo a lista dos produtos, e eu organizarei de bom grado um teste cego. Veremos.

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  3. Maquiavel, eu não vou ao Pingo Doce. Já muito raramente ia, e desde o início do ano e a mudança da sede fiscal para a Holanda que não ponho lá os pés. Só estou a supor isso que afirmei (é uma hipótese - em vez de "provavelmente" deveria ter escrito "talvez"). Mesmo assim, mesmo que fossem de qualidade superior, isso deveria ser secundário. Era o que eu queria afirmar.

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    1. Pois, mas näo foste claro nesse aspecto. Agora entendi ao que queres chegar.
      A última vez que fui ao PD foi em... Dezembro? Ou antes?

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