segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Porque por vezes é difícil discutir economia em Portugal

Através desta crónica de António Peres Metello descobri esta notícia maravilhosa, Portugueses valorizam Estado social, mas não querem pagá-lo. E o conteúdo da notícia, baseada num inquérito europeu, é mais profundo do que o título possa transparecer. Claro que todos gostaríamos de ter mais direitos e menos deveres, ou seja aquele título deve aplicar-se a todos os povos do mundo. O que o estudo diz é mais que isso, diz que nós valorizamos o Estado Social mais que os restantes, mas estamos menos dispostos a contribuir que os outros.
Claro que eu adoraria que a reforma fosse possível aos 60 anos e outros sonhos, o problema é que o que sai do Estado tem que entrar no Estado. Por outras palavras, o Estado somos nós. Como diz Peres Metello há um curto-circuito na cabeça das pessoas quando isto é invocado. Ou como disse uma vez Luís Grave Rodrigues, há entre nós quem defenda que deve ser o Estado, e não as pessoas, a pagar por X ou Y. Assim, não se pode discutir.

Notinha extra que eu já sei que vou ser mal interpretado: não estou a defender o emagrecimento do Estado, aliás defendo que ele tenha mais funções do que as que tem actualmente.