Eu: "OK".
Ninguém lhes pede que concordem ou mudem leis canónicas. Por mim até podem ser a favor da pena de morte para os apóstatas. Desde que não nos queiram impor as convicções deles, acho que se devem exprimir livre e energicamente.
«entre le fort et le faible, entre le riche et le pauvre, entre le maître et le serviteur, c’est la liberté qui opprime, et la loi qui affranchit.»
(Lacordaire)
17 comentários :
Nem mais! :)
A Igreja ainda não se consciencializou que já não é o garante da moral e dos bons costumes da nação...
Exactamente, Filipe.
No meu bog eu disse a "coisa" de outro modo.
Cumprimentos do escrevinhador
Filipe
Quem é o "nós"? E porque é que o "nós" não aceita as convicções "deles" mas quer impor as convicções do "nós"?
p.s. - Vamos animar um bocadinho este blog a ver se a esquerda republicana arrebita. Estas caixas de comentários parecem o 5 de Outubro em dia de chuva.
António,
agradeço a intenção.
Já agora: onde é que nós queremos impôr as nossas convicções aos outros?
Ricardo,
Sempre que falam em laicismo e invocam a Constituição como se fosse propriedade vossa. Assumem que o vosso laicismo é o verdadeiro e que a Constituição traduz o vosso pensamento.. Eu sou laico e a minha noção de laicismo e interpretação da Constituição é diferente da sua.
"Eles" são a máquina burocrática da igreja católica. "Nós" somos as pessoas que não querem viver a mando de uma organização cuja legitimidade para mandar na sociedade contestamos. :o)
Aquis nos EUA os evangélicos são incomparavelmente mais violentos, mais dogmáticos, mais supersticiosos e mais ignorantes do que o clero portugués, mas sabem que as regras do jogo são claras: pregam uma placa com os 10 mandamentos num edifício público e levam com uma queixa em tribunal no dia seguinte.
Em Portugal, o cardeal patriarca pede uma audiência, o ministro que é do Opus Dei telefona, convidam o PM para um jantar, dão-lhe uma palavrinha... :o)
Filipe
Portugal pode ser o país das cunhas mas pelo que leio por aí há ministros da maçonaria e nenhum do opus dei.
Sobre os evengélicos, leia o DN de hoje. Vem lá uma grande surpresa...
«nenhum do opus dei»
Pedro Silva Pereira.
António,
não fala em ministros (governamentais) evangélicos no DN...
Ricardo
Fala em educação religiosa evangélica em escolas públicas... Nunca o vi protestar... Quando o fizer já o Darwin é uma doce recordação...
António,
eu já falei várias vezes na Educação Religiosa e Moral Evangélica na escola pública, que ensina criacionismo do puro e duro. Sempre disse que deveria terminar. Aquele texto, para mim, não tem novidades.
Pois eu prefiro educação moral e religiosa na escola pública, com programas publicados que podem ser analisados e criticados por todos do que escolas confessionais em caves obscuras onde não se sabe o que lá se passa nem o que ensinam.
(estou sem acentos)
"do que escolas confessionais em caves obscuras onde não se sabe o que lá se passa nem o que ensinam."
As escolas confessionais tambem tem de obedecer 'as directivas do ME.
Quanto a catequeses e etcs, que ensinem o que quiserem. Desde que nao sejam pagas com o dinheiro dos nossos impostos, ate podem dizer que o Pai Natal existe, que o mundo tem 6000 e que Jesus morreu na cruz para nos salvar.
O António defende portanto que o Estado controle as igrejas e aquilo que ensinam. Muito curioso o seu conceito de laicidade...
Não, não defendo isso Ricardo Alves. O Ricardo fala muito em Estado mas afinal o que é o Estado?
Eu prefiro suscitar o debate na sociedade civil, é uma coisa diferente. As religiões devem ter paredes de vidro, tudo deve ser perfeitamente transparente. O Ricardo sabe o que diz um padre numa homilia, é aberta a toda a gente. Não há segredos, pode criticar, dizer que não concorda.
Se manda a religião para o privado ou impede ajuntamentos de mais de 3 pessoas ou então fomenta o secretismo e a possibilidade de manipulação e o surgimento de seitas. Se a religião for pública e for parte activa da sociedade pode contribuir para o bem comum e diminui o perigo do fundamentalismo.
Se tiver aulas de movimentos evangélicos numa escola, sabe os programas e pode criticá-los se não concordar com os seus conteúdos. Se forem ministrados num lugar de culto privado a sua interferência é nula. Atirar quem quer que seja para guetos é o pior que se pode fazer. Eu quero que o Ricardo Alves, o Carlos Esperança, o Ludwig mais aqueles primos do Portal Ateu tenham acesso à escola pública. Façam proselitismo, conferenciem, debatem. Só poderemos construir uma sociedade tolerante quando formos capazes de nos criticarmos mutuamente sem crispações.
p.s. - leia este comentário ao som de Strauss e verá como se sentirá empolgado com o que escrevi ;-)
«Só poderemos construir uma sociedade tolerante quando formos capazes de nos criticarmos mutuamente sem crispações.»
Perfeitamente de acordo. Mas a educação religiosa na escola pública nada tem que ver com isso. Não é uma obrigação do Estado: o Estado não tem que apoiar a transmissão das religiões, ou do ateísmo. Deve abster-se de fazê-lo.
«Mandar a religião para o privado» é só isso, impedir que o Estado a promova. Podem fazer proselitismo na rua e inclusivamente bater à porta das pessoas. Podem ter casas de culto com forma exterior de templo. Podem ter acesso aos meios de comunicação social (nos estatais, em condições de igualdade).
Quanto ao que se ensina dentro das comunidades religiosas, não acho que o Estado tenha o direito de interferir. E se isso cria «seitas», enfim. Nada tenho com isso. O que é para si uma «seita», já agora?
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