segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ó pra mim, sou tão especial, eu! Sou anticapitalista! E antiautoritário!

Defendo intransigentemente a liberdade de manifestação. Se um grupo de cidadãos decide fazer uma manifestação independente no 1º de Maio, é lá com eles. Mas para isso precisam de se demarcar explicitamente das outras (clicar para ver o poster grande)? Eles que façam as manifestações à vontade, mas têm de criticar outras manifestações de 1º de Maio? Ou o 1º de Maio não é de todos os trabalhadores? Sem querer de nenhuma forma defender a violência policial desproporcionada, dá vontade de dizer que ao menos este ano a polícia e os distúrbios ocorreram na manifestação “antiautoritária”, onde de resto costumam ocorrer, e não na Alameda ou no Martim Moniz. (Curiosamente, quando é para se queixarem da polícia, já não são “anticapitalistas” nem “antiautoritários”: são tão-somente “manifestantes”!)

11 comentários :

  1. eu acompanhava este blog... reparem no tempo do verbo. agora olhem para o escreveram e descubram porquê. pista: foi pena não ter sido vocês que levaram com tiros de shotgun nos joelhos!

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  2. Qual é o sentido/objectivo/ideia deste post?

    Houve disturbios na manif convocada pela USS?
    Parece que o que se passou foi após esta ter terminado. E o que é que levou a polícia a intervir de shotguns em punho ao que parece?
    A separação do grupo do corpo da manifestação principal? Alguém que os chamou, o barulho provocado?

    O que li sobre o assunto não é muito claro. Estiveste lá?

    Ser anarquista e anticapitalista implica poder levar "porrada" à vontade? É isso que queres dizer?

    Não percebo nada...

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  3. João Matos:

    Neste blogue há 9 autores. Mas não escrevem em conjunto, cada um escreve os seus textos. Assim, o tempo verbal "escreveram" está mal usado.

    A Partícia escreve neste blogue e no comentário acima critica este texto, uma prática comum entre nós, e eu também não me identifico com este texto.

    Se "acompanhava" o blogue, ainda não tinha percebido o seu pluralismo?

    Dou atenção a esta crítica, porque é recorrente. Constamente culpam o colectvo por textos individuais. Mas eu acho que a diversidade de perspectivas enriquece este espaço. Não quero condicionar os textos dos restantes autores que escrevem neste blogue, quero critica-los livre e abertamente nos comentários como faço inúmeras vezes.

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  4. Patrícia, o que eu sei é o que li, por exemplo, aqui: http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/tres-feridos-em-incidentes-no-1%C2%BA-de-maio-de-setubal_1492174

    O que eu quero dizer não é nada do que sugeres, mas o que está escrito no texto. Nomeadamente (repito): "defendo intransigentemente a liberdade de manifestação" e "sem querer de nenhuma forma defender a violência policial desproporcionada".

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  5. Filipe:

    post bastante triste, parece-me.

    Numa situação em que houve violência da polícia, ao que se sugere desadequada e despropositada, qual é o sentido de vir falar das demarcações?

    Simultaneamente desvias as atenções do facto mais importante, e parece que justificas a carga. Tá mal.

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  6. Ai que finos estes! Pois é, "shotgun", que é mais fino e cosmopolita! Porque tiros de CAÇADEIRA só levam os pobres...

    ... até na hora do sofrimento aculturados americanizados!

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  7. João Matos, primeiro felicito-o por assinar com o seu nome. Não é habitual por parte das pessoas com quem tenho estas discussões. Se ler o blogue com atenção verificará que este é um blogue plural.

    Luís, este tipo de incidentes sucede sempre com estes grupos. Admito que a polícia tenha sido excessiva, mas os anarquistas também o são. Não tomo partido por ninguém neste caso - parece-me ser essa a diferença aqui. Se bem que, ao contrário dos anarquistas, acho a polícia deve existir e servir de árbitro na sociedade. Podemo-nos queixar das arbitragens, mas não podemos passar sem os árbitros.

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  8. Acho que vale a pena ler o relato deles:

    http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/4415

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  9. fiquei sem perceber o objectivo e o sentido deste post

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  10. não parece, de forma nenhuma, um post "a defender intransigentemente a liberdade de manifestação"


    podias explicar qual foi o sentido/objectivo/ideia que querias transmitir com este post, dadas as circunstâncias e os relatos que leste? é que parece que nem eu, nem os outros comentadores aqui perceberam muito bem

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  11. João, para veres o que eu quero dizer basta atentares no título do texto e no poster que eu linco...

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