segunda-feira, 9 de maio de 2011

Notas soltas

  1. Na vigência da Constituição de 1976, nunca houve em Portugal um governo da esquerda. Houve governos do PS sozinho, o que não é a mesma coisa. E não será desta que o tabu será quebrado.
  2. O Bloco pareceu, inicialmente, que poderia desbloquear a cisão da esquerda entre vencedores e vencidos do 25 de Novembro. Nas eleições de 5 de Junho, pagará cara a ambiguidade em que se situou: quem quer um partido de esquerda no governo, mesmo que sozinho, votará («útil») no PS; quem é contra o FMI e a perpétua «centrização» do PS fará um voto («de protesto») na CDU.
  3. Pela simples natureza das coisas, BE e PCP atacam PS e PSD, PS ataca «esquerda radical» e PSD, PSD ataca PS. Ninguém investe tempo, «sound bites» e decibéis a atacar o CDS. Portas agradece.
  4. Passos Coelho insiste em recusar qualquer entendimento com o PS. Como a evolução das sondagens parece mostrar uma redução das probabilidades de uma maioria de direita, arrisca-se a ter que mendigar, a 6 de Junho, o apoio parlamentar do PS. Um flipe-flope à retaguarda que lhe poderá ficar colado à pele para sempre.

2 comentários :

  1. são 2 da matina e hoje é 2ª

    na vigência da constituição de 76 não houve

    e antes houve?

    se bem me lembro Alvaro Cunhal foi ministro sem pasta algures antes de 76

    isso conta?

    ou o partido do João Chagas era esquerdista?

    não houve nenhum governo de coligação de esquerda nem antes nem depois da AD

    .(ponto final)

    o resto é....

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  2. Quem quer um partido de esquerda no governo vota PS?

    Quando se sabe que o Ps é tudo menos esquerda?

    O vinho de ontem estava estragado, foi?

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