quinta-feira, 7 de abril de 2011

Quer o FMI com molho socrático ou à moda de PPC?

Garantida a intervenção do FMI, quase se tornam dispensáveis as eleições de Junho. A questão passa a ser quem vai aplicar a receita FEEF + FMI, com uma margem de manobra estreita. Sócrates ou Passos? O país está farto do primeiro, embora o segundo seja um oportunista de vistas curtas. Dificilmente o PS terá mais votos que o PSD.

As sondagens, bastante estáveis quando comparadas com a volatilidade financeira, apontam para uma maioria relativa PSD, que presumivelmente resultará na terceira coligação de governo PSD-CDS da história da democracia. Teoricamente, essa maioria parlamentar será de meia dúzia de deputados. O que significa que uma coligação BE-CDU, se reunisse a votação de 2009 desses partidos, seria suficiente para impedir uma maioria parlamentar de direita. E o resultado dessa coligação, a das forças anti-FMI, seria forçar um bloco central PSD-PS. Que não contaria com Sócrates (imagino que fossem buscar Amado para vice-pm de Passos). Qualquer um destes cenários políticos é péssimo. E os sociais são piores.