sexta-feira, 22 de abril de 2011

Chipre

Anda meio mundo fascinado com o que se passa politicamente na Islândia. Para lá da obrigação constitucional de referendar o modo como a Islândia vai pagar o que deve aos contribuintes holandeses e ingleses (o pagamento nunca esteve em causa, apenas a sua modalidade), ainda não percebi o que há de tão especial no país.
Mas há um outro pequeno país insular europeu, que tem chamado mais a minha atenção, o Chipre. O Chipre tem desde há três anos um chefe de governo proveniente de um partido comunista, o AKEL, caso único na história da União Europeia. Não se trata de ex-comunistas ou um PC aggiornato, é um partido marxista-leninista com o qual o PCP tem fortes relações.
Na actual situação de crise económica o Chipre decidiu aplicar a receita da austeridade, em detrimento de políticas expansionistas keynesianas. O IVA da alimentação e dos medicamentos já subiu no início do ano. O governo cedeu à descida do rating da dívida pública, avançando com planos para reduzir os funcionários públicos e congelar os salários dos restantes. Isto tudo enquanto o governo insiste em não aumentar o IRC, que é apenas de 10%, um dos mais baixos da Europa.
O meu interesse pelo Chipre advém da curiosidade em saber o que a esquerda que se diz não-social-democrata, teria feito se estivesse no governo de um dos PIIGS. O PCP teria feito o mesmo em Portugal? Nunca saberemos porque o PCP (e o BE), com grande pena minha, apenas discute o país que gostaría(mos) de ter, nunca aquele que temos. Mas uma coisa sabemos, o PCP está empenhado na reeleição do actual governo cipriota, ao ponto de Jerónimo de Sousa ter participado activamente há dias na campanha eleitoral para as legislativas locais.

2 comentários :

  1. Muito Mal

    A data é 1926 e nessa mesma data tal como em 1910 por omissão e em 1974

    quem controla os destinos do país
    (neste e nos outros desertos da margem sul Líbia incluida
    mostrou os dentes

    A REVOLTA dos militares oprimidos e com os salários atrasados

    EXISTEM VALORES COMO A DEFESA DE DIREITOS FUNDAMENTAIS DE TODOS OS MILITARES QUE TERÃO DE SE SOBREPOR A QUESTÕES FINANCEIRAS

    A INSTITUIÇÃO MILITAR REGE-SE POR PRINCÍPIOS QUE ESTÃO PARA ALÉM DO SABOR DO MOMENTO

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