quarta-feira, 21 de abril de 2010

O "ar do tempo"


As catástrofes naturais sempre existiram, mas surpreendem-nos sempre. São o imponderável, a espada que nos pende sobre a cabeça, mas que não sabemos quando vai descer. Com o crescimento exponencial do conhecimento científico e tecnológico estamos habituados a controlar muito e a explicar ainda mais. Somos capazes de perceber causas e consequências e de prever, com razoável grau de certeza e dentro de um determinado intervalo de tempo, muito do que pode acontecer. Sobram "alguns" "espinhos": os fenómenos que não podemos - alguns ainda, outros haverá que nunca - nem controlar, nem prever. Outros podemos prever, mas não podemos controlar: houve um meteorito de tamanho razoável que há não muitos dias atravessou a órbita da Lua...

Com a facilidade de saber quase no instante o que se passa no resto do mundo, tudo nos parece mais próximo e mais frequente. Com o conhecimento e tecnologia de que dispomos quase tudo nos parece acessível. É compreensível que pasmemos hoje perante a nossa impotência mais do que nunca.

A propósito lembro-me da luta entre o Indiana e o exibicionista da adaga: este numa demonstração impressionante de perícia, Indy com a pistola. Imagino a cara de espanto do “espadachim” enquanto Indy volta as costas e esquece!