quarta-feira, 21 de abril de 2010

Engenharia Social

Quando a direita mais conservadora desconfia das mudanças sociais, mas não tem argumentos sérios para justificar seus receios - tantas vezes irracionais - recorre à alegação de que se trata de engenharia social. Para tornar a expressão mais aterrorizadora, associam quaisquer alterações que se queiram fazer à vontade dos nazis e estalinistas de mudar radicalmente a sociedade em que estavam inseridos.
Se eles queriam mudar os valores sociais, e deu no que deu - parece ser o argumento - não mudem o status quo!

A primeira coisa que me vem à cabeça é a quantidade de transformações sociais radicais, que poderiam da mesma forma ter sido consideradas, pelos seus vários opositores, mefistofélicas formas de Engenharia Social:

-o divórcio

-o voto para as mulheres

-o fim da monarquia absolutista

-o fim da escravatura


Os homossexuais hoje estão, em todo o mundo desenvolvido, no processo de ganhar os mesmos direitos e liberdades que o heterossexuais. Entre outras coisas, pela força das leis. Engenharia social? Não sei, porque não sei bem o que isso significa. Mas é uma alteração social justa e positiva, que no futuro será vista como tão natural e legítima por todos como o fim do aparteid onde ele existiu, ou como todas as outras mudanças que referi.

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